O Banco de Portugal vai entregar ao Estado 243 milhões de euros em dividendos relativos a 2014, um ano em que entregou ao Mecanismo Único de Supervisão a responsabilidade máxima pelo escrutínio da atividade bancária e que liderou a resolução do BES e criação do Novo Banco. Juntando aos dividendos os impostos pagos, o Banco de Portugal entregou um total de 372 milhões de euros.

Os lucros do Banco de Portugal aumentaram 20,2% para 304 milhões de euros em 2014, dos quais a instituição vai entregar – como é habitual – 80% em dividendos ao acionista (Estado). Serão 243 milhões de euros em dividendos, que comparam com os 202 milhões de euros relativos ao exercício de 2013, segundo os resultados anuais que o Banco de Portugal apresentou esta terça-feira.

O aumento dos lucros deveu-se, sobretudo, à subida dos resultados com operações financeiras. Estes resultados aumentaram para 216 milhões de euros, contra o prejuízo de 119 milhões de euros nesta rubrica em 2013.

O ano de 2014 foi muito favorável em termos de preço dos títulos (e compressão das taxas de juro), pelo que o banco registou ganhos de capital nessa rubrica. O ano anterior, os preços de alguns dos principais títulos de dívida que compõem as reservas do Banco de Portugal tinham tido uma evolução desfavorável.

O Banco de Portugal aproveitou a subida dos resultados em operações de mercado para reforçar as provisões para riscos gerais. Uma subida das provisões que se enquadra nos resultados melhores e na perspetiva pró cíclica com que o Banco de Portugal gere o risco.

O valor do ouro em balanço aumentou de 10.714 para 12.147, em parte graças à valorização do dólar face ao euro.