Alguns chegaram a sair à rua, outros não passaram do projeto em papel. O Telegraph listou 14 anúncios que geraram forte controvérsia. Os motivos foram múltiplos: conteúdo sexual explícito, imagens chocantes, discriminação ou publicidade enganosa. O fim, contudo, foi o mesmo – todos os anúncios foram banidos.

Conheça-os:

1. A New Adventure Travel foi acusada de exibir um anúncio com insinuações sexuais explícitas nos autocarros do Reino Unido. “Ride me all day for 3£” era a “sugestão” escrita em letras garrafais e que aparecia num letreiro segurado por uma mulher. A empresa terá afirmado que o objetivo da campanha era o de atrair utilizadores que habitualmente não usam os autocarros. A receção negativa ao anúncio fez com que este fosse retirado em menos de 24 horas.

2. A imagem publicitária da empresa Protein World’s foi banida pela Advertising Standards Authority (ASA) por promover uma imagem “irrealista” do corpo humano e encorajar sentimentos de “vergonha” relativamente à aparência corporal. As redes sociais reagiram negativamente ao anúncio. Mas a marca decidiu mante-lo, apesar de existirem petições online desfavoráveis.

3. Em 2009, a campanha da supermodelo Twiggy para um creme de olhos anti-rugas da marca Olay foi banida por publicidade enganosa. Alegadamente, a imagem teria sido retocada digitalmente, tendo as rugas de Twiggy sido (bastante) atenuadas.

4. A gigante de media norte-americana Viacom recusou-se a imprimir um anúncio da organização Breast Cancer Fund por o considerar “demasiado chocante” para ser exibido ao público. A imagem revelava uma mulher com uma cicatriz no peito devido a uma mastectomia, uma cirurgia que consiste na remoção completa de um seio devido ao cancro.

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Créditos: BBDO West

 

5. O anúncio da agência de publicidade Newspaper Marketing foi removido pela ASA por ser considerado sexista. Apesar da imagem ser “irrealista”, a reguladora considerou que “banalizava” a violência contra os homens. A agência afirmou contudo que “a imagem não excedeu os standards considerados como aceitáveis na indústria da moda” e que o anúncio não pretendia insinuar que “as mulheres são superiores aos homens”.

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Créditos: Newspaper Marketing Agency

6. O anúncio da MTV Brasil que retratava os atentados do 11 de setembro foi banido nos Estados Unidos por “insensibilidade“. No texto podia ler-se: “[Junto às torres] 2863 mortos. [em rodapé] 630 milhões de sem-abrigo no mundo. O mundo está unido contra o terrorismo. Deveria fazer o mesmo contra a pobreza”.

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Créditos: No2ID

7. Este foi o anúncio que recebeu mais queixas no Reino Unido em 2002. Criado pela Paddy Power, uma editora irlandesa, a imagem mostrava duas idosas a atravessar a rua numa passadeira, com um veículo todo-o-terreno a aproximar-se. Junto às suas cabeças estavam, dentro de circulos cor de laranja, cálculos de probabilidades. Apesar de em sua defesa a empresa ter alegado que os números se referiam à probabilidade de cada uma atravessar a rua primeiro, muitos ficaram com a impressão de que seriam as probabilidades de cada uma ser atingida pelo veículo.

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Créditos: Paddy Power

8. O anúncio da PETA com uma imagem de Pamela Anderson foi banido no Canadá. O anúncio mostrava a ex-atriz de biquini com o corpo dividido a caneta, como se fosse o de um corpo de um animal num talho. A campanha pretendia sensibilizar para o vegetarianismo. O porta-voz da cidade de Montreal afirmou que o anúncio não só era “controverso, como também ia contra todos os princípios pelos quais as organizações públicas lutam, na batalha interminável entre sexos”.

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Créditos: PETA

9. O anúncio de cigarros eletrónicos da empresa Nicofresh foi banido pela ASA sob a acusação de que classificava as relações interraciais como um tabu. Das seis pessoas que fizeram queixa, quatro delas alegaram também que este insinuava que a relação entre um homem jovem e uma mulher mais velha eram socialmente inaceitáveis.

10. Em menos de um dia, a ASA recebeu 92 queixas por este anúncio da Barnardo, uma organização de solidariedade destinada a ajudar crianças. O número elevado de queixas motivou uma investigação “urgente” que levou a reguladora a banir o anúncio. As imagens foram classificadas como “chocantes“. A diretora de comunicação da Barnado afirmou contudo que a organização “não iria pedir desculpa porque teria lançado o debate acerca da pobreza infantil”.

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Créditos: Barnado’s

11. Esta imagem da Ladbrokes foi banida pela ASA por alegadamente promover “uma atitude irresponsável em relação ao jogo“. Contudo, a empresa de apostas considerou que os clientes iriam conseguir reconhecer o humor por trás do poster e que não iriam interpretar a campanha como uma forma de encorajar as apostas.

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Créditos: Ladbrokes

12. O anúncio da Phones4U impresso antes da Páscoa foi banido por alegadamente “gozar com o Cristianismo“. Por considerarem que o anúncio era desrespeitoso, 98 pessoas apresentaram queixa. A empresa pediu desculpa a cada uma delas individualmente.

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Créditos: Phones4u

13. Apesar de ter ganho alguns prémios, a imagem da campanha “Be Stupid” (“Sê Estúpido”) da marca Diesel foi banida pela ASA após ter sido considerada chocante para menores. O poster revela uma rapariga a levantar a camisola e mostrar os seios para uma câmera de vigilância. Ficando, claro, só de jeans.

14. A campanha “Go Home” (“Vai Para Casa”) foi banida pela ASA por conter estatísticas enganosas relativamente a detenções de imigrantes. O anúncio dirige uma mensagem dura aos imigrantes: “vão para a casa ou serão presos“. Foram recebidas 224 queixas pelo anúncio para além de ter sido alegado que a linguagem utilizada na imagem era parecida com a usada pelo partido de extrema-direita Frente Nacional nos anos 70.