Depois de PSD e CDS terem anunciado formalmente a coligação para as eleições legislativas, uma sondagem realizada pela Eurosondagem para a SIC e o Expresso mostra o PS a crescer nas intenções de voto para os 38,1% e os atuais partidos da maioria a caírem um ponto percentual face ao mês anterior, ficando nos 33,6%. Coligação e PS aparecem agora, segundo a Eurosondagem, separados por 4,5%. Ou seja, não há maiorias absolutas à vista.

É uma recuperação de 0,6 pontos percentuais dos socialistas face ao anterior inquérito feito em abril pela mesma empresa, que punha o partido de António Costa com 37,5% das intenções de voto. Trata-se também da primeira sondagem feita depois de, a 21 de abril, os economistas do PS terem apresentado ao país o seu plano macroeconómico.

Em sentido oposto, a recém-anunciada coligação PSD/CDS aparece com menos 1,1 pontos percentuais face ao último barómetro da Eurosondagem. No início de abril, PSD e CDS reuniram 34,7% dos votos, feito o somatório das intenções de voto atribuídas a cada um dos dois partidos. Nesta altura, contudo, os votos dos dois partidos eram contabilizados em separado, sendo que esta é a primeira vez que a Eurosondagem mede o real pulso à coligação.

A CDU (PCP+Verdes) surge com uma recuperação de 0,1% face a abril, fixando-se nos 10,3% dos votos. O BE é, a seguir ao PS, o que mais cresce desde o mês passado, ficando nos 4,8% (mais 0,5 pontos percentuais do que em abril), e o PDR, de Marinho e Pinto, surge com 2,5% (mais 0,3 pontos do que no mês passado). O Livre cai nas sondagens, aparecendo agora com apenas 1,8% das intenções de voto.

Na quinta-feira, outra sondagem feita pela Aximage para o Jornal de Negócios e Correio da Manhã deixava a descoberto um cenário diferente, revelando um empate técnico entre a coligação e os socialistas. O PS aparecia aqui com 37,30% dos votos e coligação PSD/CDS a apenas uma décima de distância, com 37,20%.

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