O exército dos Estados Unidos enviou “inadvertidamente” amostras da bactéria viva do antrax a laboratórios de nove estados do país e a uma base militar norte-americana na Coreia do Sul, revelou hoje o Pentágono.

As amostras, que, em princípio, deveriam conter antrax morto ou inativo, foram enviadas entre março de 2014 e o mesmo mês deste ano a laboratórios em Maryland, Texas, Wisconsin, Delaware, Nova Jersey, Tennessee, Nova Iorque, Califórnia e Virgínia, além da Coreia do Sul.

O Pentágono assegurou que ninguém foi infetado e que não existe risco para o público, mas informou que mantém quatro pessoas sob medidas preventivas por terem estado expostas ao antrax.

As quatro pessoas estiveram expostas ao antrax que, no caso de ser inalado, pode causar a morte, quando realizaram “procedimentos que permitiram a passagem do agente para o ar”.

As amostras de antrax foram enviadas desde um laboratório do exército em Utah como parte de um programa para desenvolver um teste nas bases que permita identificar ameaças ante possíveis ataques biológicos.

O porta-voz do Pentágono, o coronel Steve Warren, explicou ter sido aberta uma investigação para determinar o que se passou e anunciou que o departamento de Defesa interrompeu o envio de antrax inativo até que sejam esclarecidas as causas do erro.