Esta terça-feira será, tudo indica, o “Dia D” para a Grécia. “D” de default, isto é, incumprimento em dívida pública, neste caso perante o Fundo Monetário Internacional (FMI). O ministro Yanis Varoufakis já confirmou que a Grécia não pagará ao FMI esta terça-feira. Daí que a BBC tenha decidido olhar para a História e notado que apesar de ter sido na Grécia que tenha sido registado o primeiro default da História, em 377 AC, este não é o país com maior número de incumprimentos.

Espanha falhou pagamentos de dívida 14 vezes, segundo a BBC, que parte da análise dos economistas Kenneth Rogoff e Carmen Reinhart, de Harvard, e Miguel Angel Boggiano, de Buenos Aires. Seja por situações ligadas a guerra, catástrofes naturais ou questões de gestão financeira, o país vizinho encabeça a lista dos países com mais episódios de incumprimento. Os dados vão bem atrás na História, até ao século XVI.

Depois da Espanha, surgem a Venezuela e o Equador como segundos piores devedores do mundo, com 11 situações de incumprimento. Com 10 defaults surge o Brasil e países como França, Alemanha e México têm entre oito e novos episódios de falha de pagamento de dívida. Portugal aparece em sexto lugar, com sete defaultsa par da Colômbia e o Uruguai.

O incumprimento por parte da Argentina, em 2001, é normalmente tido como o default público de maior dimensão em toda a História. Desapareceram 95 mil milhões de dólares. Mas há quem defenda que esse título pouco honroso pertence à Grécia, que em 2012 promoveu uma troca voluntária de títulos de dívida que causou uma perda real superior a 70%.

E há bons devedores? Muito poucos. Apenas países como a Suíça, a Bélgica, a Noruega, a Finlândia, Coreia do Sul, Singapura e Nova Zelândia têm um cadastro limpo. Os EUA e a Alemanha já tiveram situações de incumprimento mas, nesta fase, são vistas como bons devedores, em parte devido ao facto de serem emprestadores líquidos (e não credores, quando se ponderam os empréstimos concedidos e pedidos, numa análise global).