A marcha de protesto, que partiu às 18:40 (01:40 de domingo em Lisboa), percorreu as principais ruas do centro histórico até desembocar no mítico e histórico Palácio Nacional da Cultura, dependência do Governo que se converteu num ponto de encontro dos indignados desde as primeiras manifestações.

Milhares de guatemaltecos têm saído, desde abril, semanalmente para as ruas, exigindo uma mudança integral do sistema.

Imitando os indignados das Honduras, onde também estalou um escândalo de corrupção envolvendo a Segurança Social, os guatemaltecos deram um novo ‘toque’ às manifestações, munindo-se de tochas e velas, mas mantiveram o principal mote, exigindo a renúncia de Pérez Molina, o qual acusam de ser ladrão e corrupto.

O protesto, o 12.º desde que estalou o primeiro caso do escândalo de corrupção que levou à demissão da então vice-presidente, Roxana Baldetti, decorreu sem incidentes e sob a presença de meia centena de agentes das forças de segurança.

Esta sexta-feira, uma comissão parlamentar recomendou o levantamento da imunidade do Presidente da Guatemala para que as instâncias judiciais determinem se é ou não culpado.

Os 158 deputados do parlamento devem ser convocados para votar em plenário se retiram imunidade ao chefe de Estado guatemalteco.

Nenhuma das forças detém maioria e a decisão tem de ser apoiada com o voto de 105 deputados.