Os encarregados de educação que queiram pedir um certificado de nível linguístico para os alunos que fizeram a prova de inglês elaborada pela Universidade de Cambridge (Preliminary English Test), mas que não tinham solicitado o diploma, vão poder fazê-lo entre 13 e 31 de julho. O anúncio deste novo período de inscrições para a emissão do certificado linguístico foi feito, esta sexta-feira, pelo Instituto de Avaliação Educativa (IAVE), e surge dias depois de o mesmo instituto ter anunciado que as receitas obtidas pelos certificados e pelos parceiros institucionais não seriam suficientes para pagar os custos da prova.

Na mesma altura, o presidente do IAVE, Hélder Sousa, disse que 22 mil alunos conseguiram um resultado na prova Preliminary English Test (PET) passível de obter um certificado, mas apenas 19 mil fizeram o pedido.

“Esta decisão responde à solicitação de vários encarregados de educação para que os seus educandos ainda pudessem beneficiar da certificação conferida pelo PET, sendo que cerca de 22 mil alunos obtiveram classificação de nível referência (B1 ou B2), mas não solicitaram o certificado”, justificou o IAVE em comunicado.

O pedido de certificado terá que ser feito através do ‘site’ do IAVE e a emissão do documento terá um custo de 35 euros, dez euros acima dos 25 euros estipulados para aqueles que fizeram o pedido no período inicial definido para o efeito, o que justifica com “despesas administrativas”.

O Estado vai ter de pagar parcialmente a edição deste ano da prova de inglês, uma vez que a receita obtida com os pedidos de certificado de alunos não garante a totalidade do financiamento, adiantou na segunda-feira Hélder Sousa.

A prova de diagnóstico de inglês do 9.º ano de escolaridade, elaborada pela Universidade de Cambridge, e com aplicação nas escolas coordenadas pelo IAVE, tinha na sua génese um pressuposto de financiamento privado, a cargo das receitas obtidas pelos certificados de proficiência linguística pedidos pelos alunos e, sempre que isso fosse insuficiente, pelos patrocinadores do projeto.

Inicialmente associaram-se à introdução desta prova em Portugal o BPI, a Connexall®, a Fundação Bissaya Barreto, a Novabase e a Porto Editora. Agora já só restam o BPI e a Porto Editora.

A juntar-se à saída dos parceiros há o número de certificados emitidos, com pedidos muito inferiores ao número de inscritos na prova. Hélder Sousa admitiu que com estes valores não é possível financiar o projeto do PET sem recurso a fundos do Estado, o que vai acontecer já este ano.

“Este ano provavelmente vamos chegar a um momento em que vamos ter que também ter algum contributo. Não sabemos ainda quanto”, disse. O ministro da Educação, Nuno Crato, remeteu hoje para o IAVE a questão do financiamento do exame.

“O senhor presidente do IAVE está em cima desse assunto, está a resolver o assunto, tem que lhe perguntar exatamente como é que isso está a ser resolvido”, disse, deixando sem resposta a pergunta sobre se o IAVE também terá orçamento para financiar a prova.

O ministro da Educação, Nuno Crato, anunciou também esta semana que esta prova de inglês passará a contar para a nota já a partir de 2015/2016 e a ponderação será decidida por cada escola.