A União Europeia (UE) aprovou, esta sexta-feira, um novo prolongamento, até dia 13, para as difíceis negociações sobre o programa nuclear iraniano em Viena. Trata-se do terceiro adiamento do prazo para se conseguir um acordo histórico.

“Visando dar mais tempo às negociações em curso para se encontrar uma solução a longo termo para a questão nuclear iraniana”, o Conselho Europeu, que representa os 28 Estados membros, “prolongou até 13 de julho de 2015 a suspensão de medidas restritivas da UE” contra o Irão, indicou num comunicado.

A UE suspendeu em janeiro de 2014 algumas sanções contra o Irão em sinal de boa vontade no quadro destas negociações. As grandes potências do grupo 5+1 (os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança – Estados Unidos, Reino Unido, França, Rússia e China – mais a Alemanha) e o Irão estão reunidos há mais de duas semanas na capital austríaca para tentarem concluir um acordo sobre o dossier que “envenena” as relações internacionais há mais de 12 anos.

As negociações, iniciadas há perto de dois anos e que inicialmente deviam ser concluídas até 30 de junho, já foram prolongadas por duas vezes desde essa data e o último prazo terminava hoje à noite.

O chefe da diplomacia britânica, Philip Hammond, já tinha dito, esta sexta-feira, pela manhã, que os ministros deveriam voltar a reunir-se no sábado para tentar “ultrapassar os últimos obstáculos”.

As negociações avançam, mas continuam “penosamente lentas”, explicou. O acordo final deve garantir o caráter pacífico do programa nuclear iraniano, em troca de um levantamento das sanções internacionais que afetam a economia do Irão.

As sanções da UE suspensas no quadro destas negociações dizem respeito a setores-chave da economia iraniana como os produtos petroquímicos, o comércio de ouro e de metais preciosos e as transferências financeiras.

Este abrandamento respondeu a um compromisso de Teerão de congelar uma parte das suas atividades nucleares sob a vigilância dos inspetores da Agência Internacional de Energia Atómica.

Não incluiu as sanções mais pesadas contra Teerão, como o embargo à venda de armas, a proibição de empréstimos governamentais às autoridades iranianas ou as exportações de petróleo e de gás. Além destas, a UE determinou a proibição de vistos a 94 pessoas e congelou os bens na Europa de 471 entidades, entre as quais o Banco Central iraniano.