Os negociadores iranianos e os representantes das seis potências, Rússia, Reino Unido, Estados Unidos, França, Alemanha e China que estão em Viena, Áustria, a negociar o programa nuclear do Irão estiveram, neste domingo, perto de chegar a um acordo considerado histórico. Mas as discussões, destinadas a aliviar as sanções ao Irão em troca de um abandono da intenção do país de fabricar armas atómicas, acabaram por não chegar a bom porto, de acordo com declarações do ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, citadas pela Reuters.

As conversações decorrem há duas semanas e é possível que um acordo final possa ser anunciado nesta segunda-feira, embora também seja admitida a hipótese de a data para uma solução venha a ser adiada novamente. “Anda temos trabalho para fazer amanhã [segunda-feira]”, afirmou Mohammad Javad Zarif, enquanto anunciava: “não haverá acordo hoje [domingo]”.

John Kerry, secretário de Estado norte-americano disse que ainda permanecem “assuntos importantes” para resolver, além de que representantes democratas e republicanos no Congresso, em Washington indicaram que qualquer acordo ainda terá de ser escrutinado. Um porta-voz da delegação iraniana revelou que o rascunho de acordo que está em cima da mesa é um documento com cem páginas. O objetivo é o de estender para um ano o prazo de enriquecimento de urânio por parte do Irão que permitiria ao país fabricar armas nucleares, contra a atual estimativa de dois a três meses.

Uma das pretensões do Irão é a de que as Nações Unidas levantem o embargo à compra de armamento que dura desde 2006, assim que um acordo seja finalizado. Moscovo, que vende armas ao Irão, tem suportado a reivindicação de Teerão nesta matéria.