A segunda economia mundial manteve um crescimento de 7% no segundo trimestre de 2015, excedendo várias previsões internacionais, e confirmando a “nova normalidade” defendida pelo governo chinês.

Duas sondagens citadas pela Televisão Central da China previam que o Produto Interno Bruto chinês abrandaria para 6,9% entre abril e junho, mas segundo anunciou hoje o Gabinete Nacional de Estatísticas do país, o crescimento foi igual ao do trimestre anterior (7%).

“A economia nacional manteve-se num raio adequado, com os grandes indicadores a recuperaram gradualmente, indicando estabilização e melhoria”, assinalou o Gabinete.

Aquele valor (7%), que coincide com a meta apontada pelo governo chinês, excede também a previsão do Fundo Monetário Internacional acerca do crescimento económico da China em 2015 (6,8%).

Comparando com igual período do ano anterior, o crescimento da economia chinesa no primeiro semestre de 2015 abrandou 0,4 pontos percentuais. mas em vez em abrandamento, os líderes chineses preferem falar em “reequilíbrio”.

Se aquele valor (7%) se mantiver ao longo do ano, será o mais baixo do último quarto de século.

Na última década, a economia chinesa cresceu em média 9,9% ao ano e em 2010 tornou-se a segunda maior do mundo, à frente do Japão e da Alemanha.

Mas em vez de abrandamento, os líderes chineses preferem falar em “reequilíbrio”, argumentando que o crescimento económico do país traduz “uma nova normalidade”, mais “sustentável”, centrada no consumo e inovação e não tanto nos grandes investimentos em obras públicas e as exportações, como outrora.

No primeiro semestre de 2015, a produção industrial da China cresceu 6,3%, o investimento em ativos fixos aumentou 11,4% e as vendas a retalho, um dos principais indicadores do consumo interno, subiram 10,4%, disse o Gabinete Nacional de Estatísticas do país.

Entre janeiro e junho deste ano, o PIB chinês atingiu 29,7 biliões de yuan (4,9 bilioes de dólares), aumentando 7% em relação ao primeiro semestre de 2014, indicou a mesma fonte.