Há quem prefira pintar numa tela, mas na cidade austríaca de Pörtschach am Wörthersee “o corpo é a obra de arte”. Não é por acaso que todos os anos, em julho, se celebra o Festival Mundial de Pintura Corporal. Este ano, realizou-se a 18.ª edição aconteceu entre os dias 3 e 5 de julho.

O Festival Mundial de Pintura Corporal é uma “mistura de performances artísticas, arte corporal, música e lifestyle” que “encena uma consciencialização do corpo”, oferecendo “possibilidades infinitas de decorar e mostrar os corpos”,  lê-se no site oficial do evento.

“Cada vez mais as pessoas que lidam com o seu próprio corpo se apercebem como é importante conservar, valorizar e desenvolver toda uma nova consciencialização corporal”, sublinha a organização.

O festival foi um marco importante para o movimento de arte corporal moderna, e isso nota-se na sua longa tradição, desde a sua primeira edição, em 1998. Este ano, mais de 45 países competiram pelo título de “melhores artistas corporais”.

Uma preparação minuciosa

Cada criação é demorada e minuciosa, mas as artistas encontram no corpo “a plataforma perfeita para se expressarem”. A artista corporal irlandesa Donna Morris participa no evento e explicou à RTE irlandesa o processo.

“Existem quatro categorias: Brush & Sponge (pincel e esponja, em português), escova de cabelo, pinturas faciais e efeitos especiais. Eu participo na Brush & Sponge e tenho 5 horas para terminar a minha obra”, explicou a artista irlandesa, que foi uma forte candidata na edição de 2014. Morris viaja apenas com uma modelo e com uma assistente. De acordo com os regulamentos, a assistente só pode auxiliar a artista durante as 2 primeiras horas.

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O evento é variado. Tem conferências, exposições, concertos, festas, speakers corner (um sítio reservado para qualquer pessoa que queira discursar livremente, iniciando um debate) e, claro, desfiles de arte corporal espalhados pela ruas e passereles do festival.