O ministro da Economia, Comércio e Indústria japonês, Yoichi Miyazawa, apresentou hoje em conferência de imprensa o plano, o qual classificou de “ambicioso” em declarações reproduzidas pela agência Kyodo. Contudo, a meta definida apenas representa um corte de 18% face ao ano base de 1990, fixado no Protocolo de Quioto, do qual é o Japão é signatário, pelo que grupos ambientalistas nipónicos consideraram o objetivo proposto como insuficiente.

Em concreto, o plano japonês passa por reduzir em 21,9% as emissões de gases com efeito de estufa mediante a aplicação de medidas de poupança energética e o aumento da produção de eletricidade através de energias renováveis. Dentro do “‘cocktail’ energético” que o Governo nipónico prevê para 2030, as renováveis contribuíram entre 22% e 24% de toda a eletricidade consumida no país. Já as centrais nucleares assumiriam um peso de entre 20% e 22% do total, apesar da oposição que mostram atualmente os japoneses face à reativação das centrais após o acidente de Fukushima, em março de 2011.

O corte restante (4,1%) procederia de uma maior absorção de dióxido de carbono graças aos programas de reflorestação e a redução no uso dos Clorofluorcarbonos, que figuram entre os principais gases com efeitos de estufa.

O Japão vai apresentar esta proposta na Conferência Internacional das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas que se realiza em Paris no final do ano.