Rádio Observador

Sata

Sindicato da Aviação Civil defende reestruturação “profunda e urgente” da SATA

O responsável nos Açores pelo Sindicato da Aviação Civil defendeu que o grupo SATA precisa de uma "profunda e urgente" reestruturação, criticando a "falta de visão" e de "vontade política".

O Sindicato da Aviação Civil considerou que a empresa não manifestou o mínimo interesse em negociar e ultrapassar as paralisações

O responsável nos Açores pelo Sindicato da Aviação Civil defendeu que o grupo SATA precisa de uma “profunda e urgente” reestruturação, criticando a “falta de visão” e de “vontade política” para que a situação financeira seja melhor.

“Bastava que tivesse havido visão, capacidade de gestão e vontade política para que a sua situação financeira fosse a melhor e a sustentabilidade inquestionável”, declarou Filipe Rocha, que foi ouvido na comissão parlamentar de inquérito ao grupo SATA, em Ponta Delgada.

O dirigente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Aviação Civil (SINTAC) disse perante os deputados que a transportadora aérea açoriana poderá ser um caso de estudo “pelas piores razões”, uma vez que, considerou, não será fácil explicar que a sua gestão tenha conduzido aos resultados que levaram à criação da comissão de inquérito por parte do parlamento dos Açores.

“As más opções, facilmente identificadas, perduram no tempo e não têm sido corrigidas, potenciando exponencialmente prejuízos”, declarou.

O responsável referiu que o plano estratégico da SATA 2015-2020 “demonstra claramente as ruinosas opções” da SATA Internacional, muitas das quais foram deficitárias desde o início, mas, mesmo assim, mantidas.

De acordo com Filipe Rocha, a frota da SATA Air Açores está sobredimensionada e existe uma incapacidade de rentabilizar recursos materiais e humanos da empresa.

Perante a comissão de inquérito, o sindicalista considerou que até 2009 a contratação coletiva foi valorizada pelo grupo SATA, mas após esta data a paz social “tem sido difícil de alcançar”, com a situação a agravar-se nos últimos três anos.

Numa alusão aos períodos de greve com que a SATA foi confrontada, considerou que eram “totalmente evitáveis” se o Governo dos Açores “tivesse percebido que os seus negociadores não tinham a capacidade para gerir conflitos nem as competências sociais para perceber o valor da harmonia laboral na empresa”.

Considerando que a transportadora presta nos Açores um “serviço imprescindível” como os hospitais e as escolas, Filipe Rocha sublinhou que este não pode ser visto como uma empresa geradora de lucro, defendendo um transporte dos açorianos o mais barato e acessível possível.

“A empresa tem praticado os piores preços, com as piores rotas, com a pior política comercial possível”, declarou o dirigente, que defende a aposta em gestores capazes que não deixem “legados ruinosos” com base no dinheiro do erário público.

“Até lá, guardem o dinheiro dos contribuintes, longe e a salvo. O buraco vai aumentar”, afirmou.

Questionado pelos parlamentares da comissão de inquérito, Filipe Rocha admitiu que as greves realizadas na SATA geraram prejuízos, mas considerou que a empresa não manifestou o mínimo interesse em negociar e ultrapassar as paralisações.

O sindicalista – que disse não haver liberdade de expressão na SATA, mas reconheceu uma alteração de comportamento por parte do atual conselho de administração, com a saída de António Menezes da presidência — referiu ainda que as rotas da Europa são “sistematicamente deficitárias”.

O SINTAC aguarda para ver a viabilidade da renovação das aeronaves, com a anunciada chegada dos A330, admitindo que a atual frota está obsoleta.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)