As principais bolsas europeias estavam hoje em baixa, cada vez mais preocupadas com a evolução da economia global, depois da divulgação de indicadores dececionantes da economia chinesa.

Cerca das 09:05 em Lisboa, o EuroStoxx 50, índice que representa as principais empresas da zona euro, estava a cair 0,17%, para 3.628,38 pontos.

As bolsas de Londres e Frankfurt estavam em baixa, a recuarem 0,05% e 0,15%, respetivamente, bem como as de Madrid e de Milão, que estavam a recuar 0,28% e 0,22%. A exceção era a Bolsa de Paris, que estava em alta, a subir 0,26%.

Depois de ter aberto em alta, a Bolsa de Lisboa invertia a tendência e, cerca das 09:05, o principal índice, o PSI20, estava a desvalorizar-se 0,12%, para 5.818,32 pontos.

Em Nova Iorque, Wall Street terminou na quinta-feira em baixa, com o Dow Jones a descer 0,67%, para 17.731,92 pontos, depois de ter subido a 19 de maio passado até aos 18.312,39 pontos, o atual máximo de sempre desde que foi criado.

Ao nível cambial, o euro abriu hoje em baixa no mercado de divisas de Frankfurt, a cotar-se a 1,0969 dólares, contra 1,0976 dólares no fecho de quinta-feira.

O Banco Central Europeu (BCE) fixou na quinta-feira o câmbio de referência da divisa europeia em 1,0990 dólares.

Um indicador privado sobre a evolução da indústria caíu inesperadamente em julho, para o nível mais baixo em 15 meses, aumentando as preocupações sobre a extensão da desaceleração da segunda maior economia do mundo.

“Os números que vêm da China são maus”, afirmou um operador citado pela AFP.

Entretanto, os investidores continuam atentos à situação na Grécia, onde na madrugada de quinta-feira o Parlamento grego aprovou o pacote de reformas necessária para poder começar as negociações com os parceiros europeus para o terceiro resgate à Grécia, cujas condições o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, espera melhorar.

A aprovação dos dois pacotes era condição essencial para que as instituições – Comissão Europeia (CE), Banco Central Europeu (BCE) e Fundo Monetário Internacional (FMI) – acedessem a sentar-se à mesa para negociar um novo empréstimo à Grécia, estimado em até 86 mil milhões de euros para os próximos três anos.

A proposta de lei foi aprovada com 230 votos a favor entre os 298 membros do parlamento presentes, após uma maratona de debate que se estendeu até à madrugada de hoje e que expôs as profundas divisões no seio do partido governante Syriza.

A legislação contempla alterações no Código Civil, um sistema de proteção dos depósitos bancários e medidas para aumentar a liquidez dos bancos gregos.

O barril de petróleo Brent, para entrega em setembro, abriu hoje em alta, a cotar-se a 55,48 dólares no Intercontinental Exchange Futures (ICE) de Londres, mais 0,38% do que no encerramento da sessão anterior.