Estado Islâmico

Eles têm 72 virgens à espera. E o que acontece às mulheres do Estado Islâmico?

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Aos mártires da jihad são concedidas 72 virgens e força. As mulheres só têm direito a um homem: o seu marido na Terra. Mas as promessas de amor fazem várias jovens migrar para o EI. Muitas são russas.

Getty Images

Aos mártires masculinos do Estado Islâmico (EI), os que morrem pela jihad, o Corão promete 72 virgens e força suficiente para “para coabitar com elas desde o amanhecer”. Isto, no mais elevado dos sete níveis do paraíso. Mas se segundo esta fé todos os mártires têm direito ao céu, o que podem esperar as mulheres que morrem pela jihad? A resposta é: um só homem, o seu marido na Terra (se forem casadas) ou o último marido (se tiverem casado várias vezes). Mais recentemente, as organizações jihadistas contemporâneas concordaram que as mulheres no paraíso também teriam direito a “voltar a ser jovens, virgens e mais belas”, escreve o ABC. Não obstante, várias jovens continuam a ser atraídas pelo grupo terrorista. Muitas delas partem agora da Rússia.

Centenas de jovens mulheres têm-se juntado à organização terrorista do Estado Islâmico, na Síria e Iraque. Como estratégias para aliciar as raparigas, as redes de recrutamento prometem aventuras românticas com um militar do EI a si destinado, benefícios materiais e a morte numa “guerra santa”, o seu passaporte para o paraíso.

Este ano, o grupo jihadista tem vindo a intensificar a sua propaganda em russo – que já é a terceira língua mais falada no EI, depois do árabe e do inglês, informa a BBC. O Serviço Federal de Segurança da Rússia estima que cerca de 8% dos combatentes podem ter passaportes russos. O recrutamento é feito pelas redes sociais e a motivação dos jovens russos parece ser “a promessa de amor, afeto e uma vida melhor com o grupo insurgente”, escreve o canal britânico.

Muitos destes jovens são do Daguestão, no sul da Rússia, onde existe uma maioria muçulmana. Oriundos de todas as classes sociais, preferem unir-se ao Estado Islâmico do que à Rússia, explica Varvara Parkhomenko, uma especialista do centro internacional de análise e prevenção de conflitos: International Crisis Group (com sede em Bruxelas e Nova Iorque).

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