Vamos falar de amizade. E não, não conta a lista infindável de amigos que tem pelo Facebook, antes as interações sociais em contexto real. Acontece que ter muitos amigos aos 20 anos pode ser o segredo para uma vida mais longa e saudável, isto segundo um estudo publicado em 2015 na revista Psychology and Aging. Mas as descobertas não se ficam por aqui: se aos 20 o que interessa é a quantidade, aos 30 é a vez de a qualidade assumir o pódio das relações humanas.

O estudo teve por base uma investigação de 30 anos, tempo durante o qual foram analisadas as interações sociais e a qualidade das relações de 133 participantes. Os dados permitiram aos investigadores concluir que uma grande quantidade de interações sociais na casa dos 20 anos é um passo importante para adquirir um conjunto de habilidades sociais necessárias, as quais permitem estabelecer relações mais significativas e íntimas, muito valiosas aos 30.

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Além disso, os participantes foram avaliados em relação à sua saúde, humor e solidão — os dados revelaram que as pessoas com poucas interações sociais na juventude apresentaram um risco mais elevado de morrer precocemente. As descobertas vão em linha de conta com outras pesquisas que mostram que existe uma ligação entre fracas interações sociais e o aumento do risco de mortalidade.

A principal autora do estudo, Cheryl Carmichael da Universidade de Rochester, disse à imprensa que “ter poucas interações sociais é o equivalente ao consumo de tabaco” e que o risco é maior mesmo considerando quem bebe quantidades excessivas de álcool ou sofre de obesidade.

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Carmichael argumentou ainda que ter mais amigos aos 20 anos ajuda as pessoas a perceberem melhor quem são, além de permitir o desenvolvimento de ferramentas úteis para a vida: “Por norma, é nesta idade que conhecemos pessoas de diferentes contextos, com opiniões e valores que são diferentes dos nossos, e nós aprendemos como melhor lidar com essas diferenças”.