O lucro da NOS subiu 30,7% no segundo trimestre deste ano, face a igual período de 2014, para 24,1 milhões de euros, anunciou nesta terça-feira a operadora de telecomunicações. Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a NOS adianta que as receitas de exploração subiram 3,2% para 355,9 milhões de euros, com as receitas relativas às telecomunicações a progredirem 2,5% para 338,3 milhões de euros.

O resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) subiu 3,6% no segundo trimestre, para 138,5 milhões de euros, “confirmando a tendência de recuperação já verificada nos trimestres anteriores”, refere a NOS, operadora resultante da fusão da Optimus com a Zon. O EBITDA no segmento das telecomunicações cresceu 3,3%, com a margem EBITDA a “evoluir favoravelmente para os 38,1%”, adianta a operadora.

“Os resultados do segundo trimestre deste ano foram muito significativos. Num contexto desafiante, sem abrandamento da pressão concorrencial e em reta final do processo de integração a decorrer, atingimos níveis de performance financeira e operacional, absolutamente extraordinários”, afirma o presidente executivo da NOS, Miguel Almeida, citado no comunicado.

“Registamos ganhos de quota de mercado, mantivemos a intensidade do nosso plano de investimento e criamos muito valor para os nossos clientes”, acrescenta o gestor. O número de subscritores de televisão ultrapassou os 1,5 milhões no segundo trimestre e o segmento móvel ganhou mais de 130,8 mil novos clientes “em apenas três meses”, refere a operadora.

“O número de serviços atingiu um crescimento recorde, com a adição líquida de 248 mil serviços, ultrapassando pela primeira vez os oito milhões” e “o número de clientes convergentes registou uma forte evolução, tendo crescido perto de 153% para 509,8 mil”, refere a empresa no comunicado.

“A NOS continua fortemente comprometida em levar as suas redes de nova geração a todo o país. O investimento (CAPEX Total) registou um crescimento anual de 15,5% para 102,4 milhões de euros no segundo trimestre de 2015, devido ao plano de expansão de rede e à aceleração do investimento comercial”, aponta. No final de junho, a dívida financeira líquida situava-se nos 1,092 milhões de euros.