João Alberto Correia, ex-diretor da já extinta Direção-Geral de Infraestruturas e Equipamentos do Ministério da Administração Interna, vai ter de responder por 80 crimes, avança esta quarta-feira o Diário de Notícias. A decisão foi tomada pelo Tribunal Central de Instrução Criminal, depois de o Ministério Público ter feito a acusação. Entretanto, foi pedida a liquidação de património do ex-diretor do MAI num total de dois milhões de euros.

Entre os 80 crimes que o vão levar ao banco dos réus encontram-se 32 por corrupção passiva, 31 por participação económica em negócio, 12 por falsificação de documentos, 4 por abuso de poder e um por branqueamento de capitais.

Segundo o mesmo jornal, o DCIAP decidiu entretanto avançar com um pedido de liquidação de património no valor de dois milhões de euros, por ter considerado que esse valor era inconsistente com os rendimentos efetivamente auferidos pelo arguido. Em caso de condenação, o dinheiro reverte a favor do Estado.

Além de João Alberto Correia são também arguidos no mesmo processo dois outros funcionários da Direção-Geral de Infraestruturas e Equipamentos do MAI, também acusados dos crimes de participação económica em negócio e falsificação de documentos, assim como vários empresários que terão sido diretamente beneficiados por João Alberto Correia quando era diretor-geral daquele organismo causando prejuízo para várias entidades públicas.