A reunião de emergência do Comité Central do Syriza acabou com a marcação de um congresso extraordinário para setembro e uma votação interna já este domingo. De acordo com o que foi avançado pela agência Bloomberg, o primeiro-ministro grego terá dito que “nesta altura, não tem alternativa”.

Alexis Tsipras marcou uma reunião de emergência com os 200 membros do Comité Central, depois de cerca de um quarto dos deputados do partido ter votado contra o terceiro resgate grego. O primeiro-ministro já tinha dito na quarta-feira que o Syriza “não é, neste momento, um partido unido”.

Tsipras disse aos 200 membros do comité que não iria encaminhar o país para “uma catástrofe”, que o governo se encontrava a atravessar uma altura “crucial” e que tinha optado por escolher o “compromisso” ao default. “A saída da Grécia do euro sem apoio traria ainda mais austeridade”, referiu o primeiro-ministro, sublinhando que não existia uma “alternativa viável” ao acordo dos credores.

“Quem achar que outros primeiros-ministros fariam melhor, diga. Quem achar que a esquerda deve sair do governo, diga”, afirmou, acrescentando que as tentativas para encontrar financiamento alternativo não tinham tido sucesso.

O jornal grego Kathimerini já tinha ecsrito que a Plataforma de Esquerda quer que Alexis Tsipras que siga um caminho “alternativo” à assinatura do acordo, mas o primeiro-ministro respondeu que não tem alternativa.