A associação conservacionista local Zimbabwe Conservation Task Force anunciou, citada pelo USA Today, que Jericó, o irmão de Cecil, tinha sido morto esta tarde por caçadores ilegais. Mas Brent Staplekamp, um dos investigadores que tem acompanhado os leões do Parque Nacional Hwange, no Zimbabué, disse ao Guardian que tem razões para acreditar que ele “está vivo e de boa saúde”.

“Nada parece desfavorável”, disse o investigador. “Parece que ele esteve a andar de um lado para o outro todo o dia e, de facto, enviou a sua última localização seis minutos depois das oito.” O leão tem um sinalizador e a sua posição é captada por sinal de GPS. Trevor Lane, da associação conservacionista Bhejane Trust, garantiu ao Guardian, por email, que Jericó tinha sido visto durante o dia na companhia de uma fêmea, especulando que possa estar a acasalar.

Tanto Brent Staplekamp como Trevor Lane acusam a associação Zimbabwe Conservation Task Force de libertarem informação pouco fidedigna. “Acho que este tipo de desinformação é característica dessa fonte em particular”, acrescenta Brent Staplekamp.

“Para quem quer provas… aqui está a posição do Jericó este fim de tarde. Ele não está morto, malta!”

Jericó, é um irmão mais velho e mais fraco que Cecil, o leão da juba negra, cuja morte desencadeou uma onda de revolta nas redes sociais. No início houve receio de que Jericó matasse as crianças, depois a associação Zimbabwe Conservation Task Force confirmou que o leão tinha sido visto a proteger as crias.

Na natureza, um clã de leões é normalmente liderado por um macho adulto, às vezes dois quando são irmãos da mesma ninhada. Quando o macho dominante morre ou é destronado por um rival, o leão que toma o seu lugar mata todas as crias. Não é crueldade animal, é a forma que o novo líder tem de garantir que as fêmeas entram em cio e que também ele pode deixar descendência.

https://twitter.com/Lunaberry31/status/627278467688566784

Em relação à morte de Cecil, as autoridades do Zimbabué esperam que Walter Palmer seja extraditado dos Estados Unidos para poder ser julgado em África. “Ele deve ser julgado no Zimbabué porque violou as nossas leis”, disse Oppah Muchinguri, ministro do Ambiente, Água e Clima, citado pelo jornal britânico Express.

A autoridade norte-americana que regula a caça e pesca (Fish and Wildlife Service) contactou o caçador na passada sexta-feira sobre a morte do leão que se suspeita ser ilegal, noticia o USA Today. Ainda que não tenham sido formalizadas acusações, a entidade continuará a investigação.