O mercado de smartphones chinês tem um novo imperador. Depois de alguns meses com resultados periclitantes, a Xiaomi conseguiu derrubar a Apple do trono que ocupava e recuperar o estatuto de maior produtor de telemóveis de última geração no segundo trimestre do ano. De acordo com os números da consultora Canalys, citada pela CNBC, a empresa chinesa tem agora 15,9% da quota de mercado, seguida bem de perto pela Huawei e pela marca da maçã, que completa o pódio no terceiro lugar.

Ainda assim, a Xiaomi pode nem chegar a ter tempo de aquecer o trono: com 15,7% da quota de mercado, a Huawei tornou-se o produtor de smartphones com o crescimento mais rápido entre as empresas que preenchem o top 10 chinês nesse setor.

A consultora Counterpoint, também citada pela CNBC, avança com uma explicação para este regresso em força da Xiaomi: a empresa, com sede em Pequim, decidiu limpar todos os produtos tecnologicamente ultrapassados do mercado e apostar em novos modelos de smartphones.

E parece não querer ficar por aqui. Ainda recentemente, a Xiaomi assinou um acordo com a Uber, que permitirá aos utilizadores do serviço de táxi personalizado encomendar o novo smartphone da Xiaomi através da aplicação da Uber. As duas empresas estão avaliadas em 46 mil milhões e 51 mil milhões de dólares, respetivamente, e esta parceria promete fazer as delícias de Lei Jun, fundador e diretor executivo da companhia chinesa.