O conselho de governadores do Banco Central Europeu (BCE) decidiu manter ao nível atual os empréstimos de emergência concedidos aos bancos gregos, uma decisão que abrange as próximas duas semanas, indicou fonte citada pela AFP.

O Banco da Grécia não pediu um aumento desta linha de liquidez, segundo fonte próxima dos bancos centrais da zona euro.

Questionado sobre esta matéria, o BCE recusou comentar as informações.

No final de julho, a instituição monetária de Frankfurt tinha decidido aumentar em 900 milhões de euros o teto desta linha de liquidez de emergência que tem garantido financiamento aos bancos gregos, elevando-o para 90,5 mil milhões de euros.

Desde finais de junho, o BCE manteve durante várias semanas este financiamento ao mesmo nível e só voltou a aumentá-lo depois de um acordo de princípio entre Atenas e os credores para um terceiro programa de assistência financeira ao país e da aprovação das primeiras reformas no parlamento grego.

Depois de um levantamento de capitais superior a 40 mil milhões de euros desde dezembro, os bancos gregos estão à espera de uma recapitalização, um dos assuntos em discussão nas conversações entre Atenas e os credores.

As necessidades imediatas dos bancos gregos serão da ordem dos 10 mil milhões de euros, indicou recentemente uma fonte governamental.

O acordo alcançado a 13 de julho entre a Grécia e os parceiros europeus para um novo resgate de mais de 80 mil milhões de euros prevê que 25 mil milhões possam ser destinados à recapitalização do setor bancário.

As ações dos bancos gregos têm sofrido uma forte desvalorização desde que a bolsa de Atenas reabriu na segunda-feira, após um encerramento de cinco semanas.

O sistema bancário grego já foi recapitalizado duas vezes desde 2010.