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Pedro Passos Coelho chamou a atenção para a importância da participação de Paulo Portas nos debates televisivos: “Acho estranho estar a excluir o CDS dos debates pré-eleitorais” disse ao Semanário Sol (link indisponível). O primeiro-ministro acrescenta que não se trata “apenas de uma questão de solidariedade, mas de princípio”.

O líder do PSD sublinha que o CDS é um partido solidamente implementado no cenário político e apesar de se candidatarem em coligação às próximas eleições, o partido de Paulo Portas “existe desde 1975 e não se evaporou pelo facto de concorrer em coligação com o PSD. Os dois partidos estão coligados, mas não se fundiram”, afirma o primeiro-ministro.

Passos Coelho reagiu na sequência do anúncio do calendário de debates nas televisões e nas rádios. No programa, prevê-se um frente-a-frente entre António Costa e Passos Coelho (a 9 na rádio e a 17 da televisão), e um debate com os líderes do PS, do PCP /Os Verdes, do BE e da coligação PSD/CDS (marcado para o dia 22 de setembro).

Quer isto dizer que Paulo Portas não participará nos debates, uma exigência de António Costa, posteriormente apoiada por Jerónimo de Sousa.

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Paulo Portas redigiu uma carta que deverá enviar para as três estações televisivas. Conta o Sol que o líder do CDS, questiona “a legitimidade de excluir um partido com 40 anos de representação política ininterrupta e que é responsável por políticas públicas que vão ser alvo de discussão na campanha”.

Pedro Passos Coelho insiste àquele jornal: “O CDS não desapareceu pelo facto de concorrer em coligação com o PSD”.

A coligação Portugal à Frente (PàF), que junta os líderes do PSD e do CDS, diz querer tirar o maior partido de Paulo Portas na campanha para as próximas legislativas, marcadas para 4 de outubro deste ano.