Não será (ainda) um “salto gigantesco para a humanidade” mas pode ser um pequeno (grande) passo para a exploração espacial. Na próxima segunda-feira, os astronautas da Estação Espacial Internacional vão comer o primeiro alimento plantado e colhido longe de solo terrestre: uma alface.

A planta cresceu durante 15 meses, alimentada por um sistema experimental desenvolvido pela NASA conhecido com Veg-01, que utiliza LEDs vermelhos, azuis e verdes, que ajudam as plantas a crescerem num espaço pequeno e sem luz solar, como explica a Quartz.

Com viagens espaciais cada vez mais longínquas no horizonte, o objetivo desta experiência é perceber de que forma os astronautas podem desenvolver sistemas sustentáveis de produção de alimentos, não só a bordo das próprias naves, mas (e sobretudo) em planetas distantes, como Marte. E depois da alface, pode ser a vez do tomate, como explicou Ray Wheeler, principal responsável pela investigação, ao site da NASA.

“Existem evidências que apontam para que alimentos frescos, como o tomate, os mirtilos e a alface, sejam uma boa fonte de antioxidantes”, sublinha Wheeler. Além disso, “ter alimentos frescos disponíveis no espaço pode ter um impacto positivo no humor [dos astronautas] e fornecer alguma proteção contra a radiação espacial”, acrescentou o investigador.

Na segunda-feira, antes de comerem metade das amostras, os astronautas vão higienizar as folhas da alface com uma substância à base de ácido cítrico. A outra metade será congelada e enviada para para Terra para ser examinada.

A agência espacial norte-americana acredita que a “jardinagem espacial” vai tornar-se um “recurso valorizado da vida a bordo da estação espacial e, no futuro, em Marte”.