Desconfia dos concursos na Internet que lhe prometem os mais diversos prémios e onde “para participar basta retweetar” uma dada mensagem? Hunter Scott, um jovem engenheiro eletrotécnico, experimentou participar em centenas deles para ver o que acontecia… e ganhou 1.000 concursos em nove meses.

Os prémios? Subscrições anuais grátis para o Spotify, cheques-prenda, bilhetes para concertos e filmes, um chapéu e t-shirt do Godzilla e várias imagens customizadas para jogos e perfis no Youtube.

Para realizar a proeza, o engenheiro da empresa de telecomunicações norte-americana Motorola Solutions, construiu um robot – na linguagem informática Python – que identificava os concursos. Isto é, selecionava as mensagens na rede social Twitter que diziam por exemplo “partilhe para ganhar”, e depois, de forma automática, o robô partilhava esses tweets. O robô conseguia inclusivamente seguir as páginas que alguns concursos obrigavam a seguir para participar.

Scott conta no seu blog que a maioria dos prémios era “lixo” mas que também ganhou “uma série de coisas interessantes”. Além disso, “receber coisas misteriosas na minha caixa de correio todos os dias era muito divertido”. No espaço de nove meses, o seu robô seguiu 2.000 contas no Twitter, participou em 165.000 concursos e ganhou 984 – uma percentagem de vitórias de 0,6% que Scott classificou como “bastante miserável”.

O prémio mais valioso que recebeu foi uma viagem de limusine por Nova Iorque durante a Semana da Moda, com um passe para compras incluído no valor de 4.000 dólares (cerca de 3.600 euros). Mas não pode usufruir dele por viver em Illinois e não querer pagar os impostos sobre o prémio (não incluídos na oferta).

Mas aquele que gostou mais de receber foi um “chapéu de cowboy autografado por uma estrela de uma telenovela mexicana da qual nunca tinha ouvido falar”, contou Scott”. “Adoro-o porque incorpora o resultado totalmente aleatório destes concursos”.