O turismo de cruzeiros em Lisboa cresceu nos primeiros seis meses do ano quase 10% face a 2014, revelou o ministro da Economia, que defendeu uma forte aposta neste tipo de turismo.

Afirmando que aquele setor do mercado “está a recuperar” face ao ano passado, em que, pela primeira vez em muitos anos, esteve em queda, António Pires de Lima disse que “nos primeiros seis meses do ano, o turismo de cruzeiro cresceu quase 10% face a 2014”.

O governante falava aos jornalistas no final de uma visita ao navio de cruzeiro “Balmoral”, que está atracado no terminal de cruzeiros de Santa Apolónia, em Lisboa.

Pires de Lima adiantou que a expectativa do Governo é que “Lisboa possa acolher 750 mil turistas de cruzeiros nos próximos cinco anos, por ano. O que significa um crescimento de 50% face à realidade de 2014”.

Para isso, irá contribuir o investimento que está a ser feito no futuro terminal de cruzeiros de Santa Apolónia e que terá um investimento privado na ordem dos 50 milhões de euros.

“Este tipo de turismo é cada vez mais interessante para uma cidade como Lisboa ou Porto. As indicações que temos indicam que 90% das pessoas que nos visitam ficam com uma forte intenção de regressar as estas cidades. Cada um deles gasta quase 200 euros experimentando diferentes tipos de atividades”, afirmou.

Por isso, “é um turismo que nos interessa muito desenvolver e que vai estar servido por um terminal novo, que iniciará a sua construção ainda este ano, e que estará pronto a tempo da abertura, que está prevista para 2016”, disse o ministro.

Pires de Lima adiantou que o objetivo é que Santa Apolónia perca gradualmente, até 2020, o terminal de contentores “para Alcântara e para a margem sul e se especialize em ser uma porta de entrada para o turismo de cruzeiros ou outro tipo de turismo”.

Afirmando que a “balança comercial do turismo teve sete mil milhões de euros positivos no ano passado”, o ministro salientou que o Governo “tem procurado fazer com que o turismo cresça em Portugal” porque é um setor que tem “equilibrado as contas”.

“Temos de saber olhar para aquilo que nos pode trazer riqueza” e “fazer tudo ao nosso alcance para que o turismo continue a ser um fator de desenvolvimento do nosso país”, defendeu.