O primeiro-ministro do governo internacionalmente reconhecido da Líbia, Abdullah al-Thani, anunciou a sua demissão durante uma entrevista de televisão em direto na terça-feira, informou a agência de notícias oficial LANA.

“Se a minha saída é a solução, então eu anuncio-a aqui”, disse al-Thani durante o ‘talk show’ num canal da televisão líbia, acrescentando que iria apresentar oficialmente a sua demissão “ao parlamento no domingo”.

Horas antes do anúncio da demissão de Abdullah al-Thani, as fações rivais na Líbia iniciaram nova ronda de negociações de paz em Genebra com o objetivo de criar um governo de unidade unidade nacional e realizar novas eleições.

Representantes do parlamento de Tripoli juntaram-se a estas conversações depois de as terem boicotado no mês passado.

A Líbia é um país mergulhado no caos desde a deposição, em 2011, de Muamar Kadhafi, com dois parlamentos e dois governos a disputarem a legitimidade, e uma série de grupos armados, que lutam pelo controlo das reservas petrolíferas.

O governo internacionalmente reconhecido de Al-Thani opera a partir da cidade portuária de Tobruk, no leste do país.

O rival Congresso Geral Nacional (GNC), com sede em Tripoli, é apoiado por uma aliança de milícias islamitas que tomaram a capital em agosto do ano passado.

Bengasi, a maior cidade no leste, enfrenta também confrontos diários entre as várias fações.

Abdullah al-Thani era ministro da Defesa e em março de 2014 foi nomeado primeiro-ministro interino, após a demissão, pelo parlamento do então primeiro-ministro, Ali Zeidan.