A Polícia Nacional angolana está a investigar as causas da morte do antigo presidente do Sporting Jorge Gonçalves, encontrado morto na terça-feira em Luanda enforcado num quarto de um resort.

Em declarações à agência Lusa, o porta-voz do comando nacional da Polícia Nacional, comissário Aristófanes dos Santos, disse que Jorge Gonçalves se tinha hospedado na noite do dia 9 num hotel na zona de Cabo Ledo, nos arredores de Luanda.

Segundo o porta-voz da Polícia Nacional, na manhã do dia seguinte, o ex-presidente do Sporting ausentou-se do hotel, dirigindo-se ao banco por volta das 10h00 (mesma hora de Lisboa) e regressando posteriormente ao complexo hoteleiro.

“Apenas disse na receção que não queria ser incomodado e que iria descansar um bocado, e assim foi, não foi incomodado, tanto que não desceu para o almoço”, explicou Aristófanes dos Santos.

Ao fim do dia, contou ainda o porta-voz da Polícia, um funcionário dirigiu-se ao quarto de Jorge Gonçalves para consultar o que iria querer para o jantar.

“Foram batendo à porta e como não respondia, daí verificou-se a partir de uma janela que ele já era cadáver, ou seja, já estava pendurado”, referiu o responsável.

A polícia retirou o corpo e aguarda o resultado da autópsia, para seguir com todo o procedimento judicial.

“São os únicos dados que temos até ao momento. Com o resultado da autópsia vai-se fazer o relatório e vai-se notificar a embaixada portuguesa oficialmente”, acrescentou.

Jorge Gonçalves, 67 anos, foi presidente do Sporting entre 1988 e 1989.