É o fim da linha para os Pink Floyd. Pelo menos, para o guitarrista David Gilmour que admite “estar farto” e que a lendária banda britânica “fez o seu caminho”.

“Já deu o que tinha a dar [os Pink Floyd]. Estive 48 anos na banda – especialmente aqueles ao início, com o Roger Waters”, disse Gilmour à Classic Rock magazine. “Esses anos, considerados os nossos anos dourados, foram 95% preenchidos com alegrias, divertimento e sorrisos. Eu, com certeza, não quero borrar os outros 5% com o que foi um fantástico e dourado percurso”.

Gilmour garante que seria “cínico” continuar com a banda sem o teclista Richard Wright, que morreu em 2008. “Continuar sem o Rick seria muito errado”, assumiu. “Fizemos o nosso caminho e tudo acabou – uma reunião seria algo cínico”.

“Obviamente, eu aceito que haja pessoas que queiram ver (e ouvir) a lenda que foram os Pink Floyd, mas isso não é minha responsabilidade. Para mim, são apenas essas duas palavras que juntam o trabalho que quatro pessoas fizeram juntas. É apenas um grupo pop. Eu não preciso disso”, concluiu.

Atualmente, David Gilmour está a promover o seu novo álbum a solo “Rattle That Lock”. Este parece ser o fim de uma banda que tocou pela última vez em 2005, no festival Live 8.