Em agosto de 2014, a elíptica foi escolhida como a máquina menos agradável e mais confusa de um ginásio. Apesar disso, pesquisas recentes aconselham as pessoas que têm problemas de joelhos a apostarem nesse exercício. Antes de fugir dos botões intermináveis e das pegas à praticante de ski, veja o que é melhor para si: andar a pé ou fazer elíptica?

De acordo com alguns estudos, treinar numa elíptica leva a uma maior ativação dos músculos das nádegas e das coxas. No entanto, a ativação dos músculos dos gémeos é menor do que se escolher andar, além de que a elíptica causa uma maior tensão na parte inferior das costas, o que pode não ser uma vantagem para quem sofre de problemas nesta zona do corpo.

Se o seu problema não forem as costas mas sim as articulações, então dê preferência à elíptica. Segundo um estudo publicado em 2014, quando anda a pé gera uma força equivalente a 110 por cento do seu peso corporal a cada passo, mas se estiver a usar uma elíptica só gerará três quartos do seu peso corporal, o que acaba por não exercer tanta pressão nas articulações.

E os outros músculos? O movimento que os seus braços fazem na elíptica não é exercício suficiente para a parte de cima do corpo. No entanto, estudos mostram que esse exercício não deixa de ativar os músculos à volta das articulações do quadril. Já andar a pé tem a vantagem de ser um exercício mais completo no que diz respeito à estimulação dos músculos isquiotibiais e de pequenos músculos à volta dos tornozelos.

E qual é a atividade que queima mais calorias? A elíptica. Segundo o The New York Times, estimativas feitas pela Mayo Clinic sugerem que uma pessoa que pese 73 quilos vai queimar 365 calorias a fazer uma hora de elíptica. Se essa mesma pessoa optar por andar uma hora vai queimar 314 calorias. Não é uma diferença abismal, mas já se sabe: para quem quer perder peso, todas as calorias contam.

Resumindo, no combate entre os dois exercícios não se pode dizer que haja um claro vencedor. As diferenças entre as duas atividades físicas estão, essencialmente, no número de calorias perdidas, na quantidade de músculos que trabalham e no impacto que cada uma tem nas articulações.