São 27 casos desde 2013, 10 este ano. É este o número de menores, todos rapazes, que têm sido identificados por suspeita de fogo posto, um número expressivo mas, claro, reduzido face ao total: os menores representam cerca de 11% no total dos suspeitos, segundo os dados recolhidos pelo Público. Os dados são parciais – faltando ainda saber os da PSP e da GNR.

Os menores de 16 anos não podem ser criminalmente responsáveis, pelo que são apenas comunicados ao Ministério Público. Será precisamente o MP a decidir se abre um processo tutelar educativo em Tribunais de Família e Menores que levará, recorda o jornal, ao internamento dos jovens em centros educativos.

Desde 2013, entre os adultos, foram constituídos 239 arguidos por suspeita de incêndio florestal. Só 99 foram detidos.

Este ano, até meio de agosto, Portugal registou quase 13 mil fogos, mais do que a média da última década, mas com uma área ardida 22% abaixo da média desta década, segundo a Renascença, citando dados do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas.