A prova indireta existe e é usada pela Justiça, afirma o Tribunal Constitucional, citado pelo Correio da Manhã. O tribunal superior confirmou também que não é inconstitucional usar adágios populares nos acórdãos. As declarações surgem em resposta a mais um recurso de José Sócrates.

Apesar de os 23 milhões de euros não estarem em contas com o nome de José Sócrates, o tribunal aceita a possibilidade de poderem pertencer ao arguido e afirma que a prova indireta pode ser usada no processo.

Além desta, todas as questões levantadas por José Sócrates foram recusadas pelo Tribunal Constitucional, incluindo a que se referia ao uso de uma expressão popular no primeiro acórdão da relação – “quem cabritos vende e cabras não tem de algum lado lhe vem”. Para o tribunal não é inconstitucional.