Trinta baleias apareceram mortas recentemente na costa do Alasca (EUA) e o acontecimento está a intrigar os cientistas. Nunca foram encontradas tantas baleias mortas em tão pouco tempo. Uma agência federal dos EUA já abriu uma investigação para perceber as causas de morte, sendo que a hipótese mais provável está ligada à presença de algas tóxicas no oceano.

Mas este não é caso isolado. Desde maio, mais de duas dezenas de outras baleias deram à costa nas ilhas do golfo ocidental do Alasca, ao longo da costa sul da península. A maioria morreu no arquipélago Kodiak (arquipélago do Alasca, nos EUA). Foram também encontradas seis baleias mortas nas águas de British Columbia, no Canadá. As autoridades canadianas só conseguiram recolher amostras para análise de duas.

Aos números conhecidos somam-se os animais marinhos que ainda não foram encontrados. Dos que foram encontrados, grande parte deles estava a flutuar, outros foram levados por ursos ou foram encontrados em elevado estado de decomposição, dificultando as hipóteses de análise para descobrir as causas de morte. Duas das espécies mais afetadas por esta vaga de mortes (baleia comum e baleia jubarte) estão em risco de extinção.

“A nossa teoria mais certa nesta altura é que a proliferação de algas tóxicas tem contribuído para as mortes”, explicou Julie Speegle, porta-voz da Administração Nacional dos Oceanos e da Atmosfera (NOAA), ao Guardian. Mas a responsável salienta que não há ainda provas conclusivas. Por enquanto, os investigadores estão a recolher amostras de água para procurar indícios de algas nocivas e possíveis mudanças na temperatura da água.

A investigação pode durar meses ou anos. O Guardian lembra que, nas investigações para 61 mortes deste tipo desde 1991, só 29 delas tiveram uma causa provada. Entre as causas estão infeções, biotoxinas, interações humanas e desnutrição. As biotoxinas são um dos tópicos a ter em conta, já que as mortes em massa ligadas a algas tóxicas têm aumentado desde 1996.