Rádio Observador

Legislativas 2015

Ribeiro e Castro na rentrée do PS: “Não deixo de ter as minhas ideias”

416

Ex-líder do CDS é um dos convidados da rentrée do PS. Ribeiro e Castro diz que não é a primeira vez que participa em iniciativas dos socialistas.

LUSA

José Ribeiro e Castro, ex-líder do CDS e atualmente deputado, explicou ao Observador que aceitou participar na rentrée do PS para debater as suas “próprias ideias” ao lado de pessoas “respeitadas” como Alexandre Quintanilha, físico e cabeça de lista pelo Porto, e Helena Freitas, cabeça de lista por Coimbra e vice-reitora da Universidade. O centrista, que está de saída do Parlamento e da política ativa, rejeita que a participação no evento da JS tenha a ver com aproximações políticas.

“O tema do painel é Conhecimento é Futuro, e eu sou defensor do Estado social mas tenho ideias próprias sobre isso e não vou deixar de as defender. Vou debater, o que quer dizer que tenho as minhas ideias”, disse, acrescentando que é ”habitual” haver figuras políticas de diferentes quadrantes políticos a intervirem neste tipo de espaço, sobretudo por o painel ter uma “perspetiva geracional” e o público ser jovem.

O ex-presidente do CDS estará assim no acampamento da Juventude Socialista ao lado do cabeça de lista do PS no Porto, o físico Alexandre Quintanilha, e da vice-reitora da Universidade de Coimbra, Helena Freitas, também candidata socialista, a debater o estado da Educação em Portugal.

Esta não é, inclusive, a primeira vez que Ribeiro e Castro participa em debates deste tipo do PS, tendo já estado no hotel Altis a convite dos socialistas quando era eurodeputado para debater o “futuro da Europa”. Da mesma forma, na qualidade de presidente do CDS também chegou a convidar socialistas como Jaime Gama e António Vitorino, o primeiro numa cerimónia de homenagem a Amaro da Costa e o segundo numa conferência sobre a reforma da Constituição.

O secretário-geral do PS, António Costa, e o presidente do Parlamento Europeu, Martin Schultz, participam na Festa da Juventude do acampamento, convertida em ‘rentrée’ política dos socialistas, em Santa Cruz, no concelho de Torres Vedras.

O PS volta assim ao modelo de ‘rentrée’ de anos anteriores, que foi interrompido pela criação da universidade de Évora e que no ano passado não se realizou devido à disputa interna pela liderança.

O ‘YES Summer Camp’ é um acampamento de jovens socialistas europeus a cuja organização a JS se candidatou e ganhou, acolhendo entre 300 a 400 jovens de toda a Europa, indicou à agência Lusa o secretário-geral da JS, João Torres, que prevê que tanto o número de não nacionais como o total de mil jovens possa ser ainda ultrapassado.

Em dezenas de painéis, a maioria em inglês, os jovens discutirão sobretudo o emprego e o estado social, distribuídos por tendas com o nome da fundadora do PS Maria Barroso, da marxista Rosa Luxemburgo, do escritor George Orwell e da estudante universitária turca assassinada este ano durante os protestos naquele país Ozgecan Aslan.

Um dos painéis vai reunir o antigo líder do CDS-PP José Ribeiro e Castro e o professor catedrático e cabeça de lista do PS pelo Porto, Alexandre Quintanilha, bem como a vice-reitora da Universidade de Coimbra e cabeça-de-lista socialista em Coimbra, Helena Freitas, e o investigador e candidato a deputado pelo Porto Tiago Brandão Rodrigues, para discutir o ensino superior e a investigação sob o tema “Conhecimento é futuro”.

Nas discussões do acampamento participarão também o antigo candidato presidencial Manuel Alegre, o ex-secretário-geral do PS Eduardo Ferro Rodrigues, o sociólogo e ministro do governo de Maria de Lurdes Pintassilgo Alfredo Bruto da Costa, a presidente da Assembleia Municipal de Lisboa e número três do PS por Lisboa, Helena Roseta, o diretor de campanha de António Costa, Duarte Cordeiro, e os eurodeputados Carlos Zorrinho, Maria João Rodrigues e Ana Gomes, entre outros.

“Estamos essencialmente focados na questão do emprego que é também para nós a causa das causas. Queremos discutir a questão do emprego através de três perspetivas: a necessidade de criação de mais postos de trabalho, a necessidade de melhores postos de trabalho, combatendo a precariedade, e utilizar a necessária criação de emprego como forma de estancar a emigração e fundamentalmente a emigração jovem, que é uma chaga da nossa sociedade”, afirmou João Torres.

Os jovens socialistas vão também centrar-se na discussão do “Estado Social e do modelo social”.

“Nós, na JS somos intransigentes na defesa do estado social, enquanto a direita quer privatizar a segurança social, a saúde, a educação e deu alguns passos nesse sentido nesta legislatura e outros passos adicionais com as declarações que tem feito recentemente no espirito de campanha eleitoral”, declarou.

A ‘rentrée’ socialista fica completa no domingo, com a intervenção do secretário-geral do PS, António Costa, num comício em Santo Tirso.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros de órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: rdinis@observador.pt
Pedro Passos Coelho

Quem tem medo de Passos Coelho?

Rui Ramos
1.960

Na história portuguesa, Passos Coelho foi o primeiro chefe de governo que, num ajustamento, não pôde dissimular os cortes com desvalorizações monetárias. Governou com a verdade. 

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)