Conflito na Ucrânia

Ucrânia acusa Rússia de enviar três comboios militares para rebeldes

O Presidente da Ucrânia acusou hoje a Rússia de ter enviado três "grande comboios militares" para o leste separatista pró-russo, horas antes de uma cimeira, em Berlim, sobre a crise ucraniana.

AFP/Getty Images

O Presidente da Ucrânia acusou hoje a Rússia de ter enviado três “grande comboios militares” para o leste separatista pró-russo, horas antes de uma cimeira, em Berlim, com os homólogos alemão e francês sobre a crise ucraniana.

“Esta semana, três grandes comboios militares atravessaram a nossa fronteira em direção a Lugansk, Donetsk [capitais das regiões rebeldes] e Debaltseve [nó estratégico que liga as duas capitais], declarou Petro Poroshenko.

O chefe de Estado ucraniano falava por ocasião de uma marcha militar no centro de Kiev para assinalar o 24º aniversário da independência da Ucrânia. “Moscovo forneceu aos rebeldes até 500 carros de combate, 400 sistemas de artilharia e 950 veículos blindados”, indicou Poroshenko, sem precisar em que período.

A Rússia “ainda não renunciou à ideia de uma intervenção indireta ou de um assalto rebelde no interior do país”, apesar das sanções ocidentais que “representam um duro golpe para a economia russa”, acrescentou.

De acordo com Poroshenko, 50 mil soldados russos estão destacados na fronteira com a Ucrânia e nove mil responsáveis militares russos integram os 40 mil homens que combatem as forças ucranianas do leste separatista pró-russo. Kiev e os ocidentais acusam a Rússia de armar os rebeldes do leste e de terem destacado na zona tropas regulares, o que Moscovo desmente regularmente.

Mais de seis mil pessoas, principalmente civis, morreram desde o início do conflito em abril do ano passado.

No próximo ano, considerou Poroshenko, a Ucrânia vai ser como uma pessoa que tem de “caminhar sobre uma fina camada de gelo onde cada passo imprudente poderá ser fatal”. “A guerra pela independência continua e só pode ser ganha com todos os esforços militares, talento diplomático, responsabilidade política e paciência de ferro”, concluiu.

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