O encontro é alargado às Organizações de Produtores (OP) reconhecidas para a espécie sardinha e tem como objetivo analisar a situação da pescaria e do recurso sardinha bem como o regime de cessação temporária das atividades de pesca destinado a apoiar as paragens de atividade em vigor desde 2ª feira.

A Comissão de Acompanhamento da Pesca da Sardinha é presidida pela Autoridade de Gestão da Pesca Portuguesa (atualmente a Direcção Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos – DGRM) e envolve representantes do Instituto Nacional de Recursos Biológicos, IPMA, Docapesca, Anopcerco – Associação Nacional das Organizações de Produtores da Pesca de Cerco, e Anicp – Associação Nacional dos Industriais de Conservas de Peixe.

No sábado, 10 presidentes de municípios com pesca de sardinha exigiram o aumento da quota de captura de sardinha para este ano e o próximo, solidarizando-se com os pescadores de Peniche e da Nazaré, que estão impedidos desde as 12h00 desse dia de capturar aquela espécie. Segundo os autarcas existem condições para aumentar a quota das 13 mil toneladas, fixada para 2015 para todo o país, permitindo a pesca da sardinha por mais algumas semanas.

Os dez municípios exigiram ainda ao Governo, numa posição conjunta, que sejam rapidamente definidas “as medidas de acompanhamento para responder aos problemas resultantes da interdição e imobilização temporária das embarcações”. A posição foi subscrita pelas câmaras de Peniche, Nazaré, Figueira da Foz, Matosinhos, Sesimbra, Sines, Loulé, Portimão e Setúbal e Olhão.

Em Peniche reuniram-se também os 14 armadores locais, que em conjunto com os da Nazaré integram a OpCentro, que remeteu uma posição oficial para depois da reunião com a Comissão de Acompanhamento da Pesca da Sardinha.