No próximo ano o Ministério da Saúde conta atribuir incentivos financeiros a 200 dos 1.000 médicos que vão concluir o internato, revelou fonte oficial da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) ao Observador. Em troca estes terão de se comprometer a trabalhar durante cinco anos num dos locais já definidos pelo Governo como zona geográfica carenciada.

Uma vez que o incentivo financeiro, durante o primeiro ano, consiste na atribuição de 1.000 euros mensais durante o primeiro semestre e 500 euros mensais nos restantes seis meses, a estimativa de despesa pública com esta medida em 2016 ronda os 1,8 milhões de euros. A este valor pode ainda vir a somar-se um outro, dos incentivos dados a médicos especialistas que aceitem a mobilidade, saindo do hospital de origem para qualquer uma das 14 instituições em causa, numa das oito especialidades assinaladas.

O objetivo do Governo com a atribuição destes incentivos financeiros e não pecuniários (mais dias de férias, por exemplo) é conseguir atenuar o problema da falta de clínicos em algumas especialidades e hospitais do país. A lista com as oito especialidades e respetivas instituições hospitalares com mais falta de médicas foi publicada esta quarta-feira e servirá de referência para a atribuição dos incentivos.