É a sexta carta que António Costa escreve aos indecisos e desta vez sobre a Europa – uma carta que o Observador publica em exclusivo e pode ser lida na íntegra da secção de opinião. Melhor: mais do que falar apenas da Europa, centra em vários temas relacionados com o aprofundamento da construção europeia e na necessidade de mais convergência. O líder socialista já garantiu que quer ter um ministro dos Assuntos Europeus para dar mais força às exigências que quer levar a Bruxelas e nesta carta aos indecisos, publicada em exclusivo no Observador e que pode ler aqui na íntegra, Costa elenca alguns deles, desde “a regulação dos mercados globais”, ao “combate aos offshores” ou à crise dos refugiados.

Na carta com o título “Novo impulso à convergência com a Europa”, António Costa escreve não só sobre a necessidade de ser mais “proativo” – nomeadamente na relação com os “grandes” -, como a de acabar com a “concorrência fiscal desleal” e dá enfoque à “crise dos refugiados” que “é bem o exemplo da UE que nos falha”, escreve.

Além destas medidas, Costa dá como exemplo de boa gestão europeia, o papel de Mario Draghi à frente do Banco Central Europeu e os passos “no sentido certo” dados nos últimos anos desde a união bancária ao plano Juncker, para terminar dizendo que é preciso não haver ilusões: “A questão de fundo está por resolver: as uniões monetárias não aceleram a convergência, antes acentuam as assimetrias, entre as diferentes economias”. Neste ponto, Costa lembra que o problema pode ter tido duas fontes: uma que passa pelo não reforço da política de coesão com a criação da moeda única, outra porque “se confiou que a redução das taxas de juro de que beneficiariam as economias periféricas permitiriam financiar os investimentos necessários, o que se traduziu num endividamento crescente, agravado, por vezes, por erros na escolha dos investimentos”.
Tendo em conta este quadro, o líder socialista acredita que é necessário “um novo impulso à convergência” e não resignarmo-nos ou centrar o debate na questão da dívida.

Esta é a sexta carta que António Costa escreve aos indecisos. Na primeira missiva, escreveu um texto a explicar o porquê de estas eleições serem “decisivas“, depois noutras cartas falou do Serviço Nacional de Saúde, da escola pública e ainda da necessidade de relançar a economia e de criar mais emprego.