A fronteira com a Colômbia no estado de Táchira, na Venezuela, está fechada há dez dias, depois de um presumível ataque de contrabandistas. Perante os resultados, o governador do estado venezuelano, José Vielma Mora, afirmou que desde o encerramento da fronteira,  o índice de criminalidade baixou “praticamente para zero” na zona, assim como a procura de crude.

“O balanço é extraordinário. Vamos cumprir 11 dias de encerramento, com um único homicídio, nenhum na fronteira, um único ferido, um veículo e duas motos roubadas, ou seja, o índice de criminalidade baixou praticamente para zero”, especificou José Vielma Mora, durante uma inspeção aérea da zona onde foi declarado estado de exceção, em declarações à agência Efe.

O governador indicou, além disso, que até ao dia do encerramento da fronteira em Táchira recebia 114 camiões-cisterna de combustível — o equivalente a 38.000 litros — e que, agora, uma vez que a procura diminuiu consideravelmente na sequência da medida aplicada contra o contrabando, deixaram de receber até 14 camiões-cisterna.

“Isso quer dizer que se estão a ver frutos”, assinalou o político.

O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, decidiu encerrar parte da fronteira com a Colômbia depois de três militares e um civil terem ficado feridos num ataque de presumíveis contrabandistas na zona limítrofe, e decretar, dois dias depois, o estado de exceção na zona.

Perante este cenário milhares de colombianos que viviam na Venezuela saíram do país.

Dados facultados pelo Governo da Colômbia, no sábado, confirmam que o número total, entre deportados e cidadãos que abandonaram a nação vizinha voluntariamente, ascende já a 8.250 pessoas.

A decisão de fechar a fronteira tem gerado preocupação no seio de organismos como a União de Nações Sul-americanas (Unasul) e a União Europeia (UE).

Os chefes da diplomacia dos países da Unasul reúnem-se na sede do bloco, em Quito, na próxima quinta-feira, dia 03 de setembro, para discutir a crise fronteiriça.