A economia portuguesa cresceu 1,5% no segundo trimestre de 2015 face ao período homólogo e registou um crescimento em cadeia de 0,4%, segundo números hoje confirmados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Os números divulgados esta segunda-feira estão em linha com a estimativa rápida das contas nacionais trimestrais, divulgada a 14 de agosto pelo INE, segundo as quais o Produto Interno Bruto (PIB) registou um aumento homólogo de 1,5% no segundo trimestre deste ano, uma taxa de variação “idêntica à observada no primeiro trimestre”.

O INE anota o contributo positivo da procura interna “reflectindo principalmente o crescimento do consumo privado”, ao passo que “o contributo da procura externa líquida foi negativo” – com um aumento de 12,3% das importações e de 7,8% das exportações.

A procura interna aumentou 3,4%, uma aceleração de 1,6 pontos percentuais face ao que se tinha verificado no primeiro trimestre. Todas as componentes da procura interna estiveram em alta, com o consumo privado a subir 3,3% (2,5% no trimestre anterior), o consumo público a subir 0,5% (depois da contração de 0,4%) e o investimento a disparar para um crescimento de 7% face ao mesmo período do ano anterior. No trimestre anterior a subida homóloga tinha sido de 1,7%.

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A subida do investimento explica-se, em parte, diz o INE, com o reforço de stocks por parte das empresas, um aspeto que tinha penalizado o crescimento no trimestre anterior. Na comparação homóloga, o indicador sobre 7% a beneficiar desse efeito base e graças, sobretudo, a um “expressivo aumento” na rubrica dos produtos petrolíferos. Na comparação com o trimestre anterior, o investimento desacelerou para um crescimento de 3,9% (tinha sido 9,5% no primeiro trimestre).