Alberto João Jardim voltou à carga sobre as eleições presidenciais. Num texto publicado no Facebook, na página “Alberto João Jardim Presidenciais 2016”, começa um texto em letras capitais: “Sejamos claros!”, que termina defendendo que “Portugal não é para aventureirismos sem alicerces solidamente organizados” porque “basta como estamos”. A mensagem contém uma menção “publicado por este meio, dada a censura vigente na Madeira”.

Na publicação, o ex-presidente do Governo Regional da Madeira escreve que “a única forma de furar a teia com que o sistema político envolveu os portugueses é organizar uma campanha diretamente a partir do povo”.

Como? Alberto João Jardim diz que nem os partidos e respetivos militantes, nem os “poderes financeiros” ou a comunicação social podem ajudar nessa tarefa. Sobre esta última, João Jardim considera que é a própria comunicação social que, ao referir-se às presidenciais de 2016, rotula os candidatos com um ala política. É um “atrevimento” para o madeirense.

“Ou um projeto de mudança sai das bases de uma população não comprometida com o sistema político ou então estaremos mais uma vez ao sabor das decisões de todos os que puseram Portugal tal como está”, defende o antecessor de Miguel Albuquerque.

Em seis horas, a publicação de Alberto João Jardim recolheu 17 partilhas e 14 comentários, todos eles a favor das palavras do madeirense. Num desses comentários lê-se: “Precisamos de alguém com garra e determinação, sem papas na língua e melhor que o Dr. Alberto João Jardim não temos”, nas palavras de Nélia de Jesus.