A coprodução luso-brasileira “Getúlio” recebeu esta noite três galardões no Grande Prémio do Cinema Brasileiro, incluindo melhor ator, apesar de ter sido o filme com mais nomeações, 14 no total.

O prémio para o ator Tony Ramos, que interpretou o protagonista Getúlio Vargas, foi dividido com o também brasileiro Babu Santana, do filme “Tim Maia”.

“Getúlio” venceu também nas categorias de melhor direção de artística e maquilhagem.

O grande destaque do prémio foi “O Lobo atrás da Porta”, do realizador Fernando Coimbra, que venceu sete das 12 nomeações em que concorreu, incluindo melhor longa-metragem de ficção, melhor roteiro original, melhor realizador e melhor atriz.

“Getúlio” estava nomeado para 14 prémios, incluindo fotografia, argumento original, montagem de ficção e guarda-roupa, categorias em que não venceu.

Entre as nomeações de “Getúlio” que não resultaram em prémios estavam o realizador João Jardim, a atriz Drica Morais, e os atores Alexandre Borges e Adriano Garib.

O filme centra-se na fase final do governo brasileiro de Getúlio Vargas, em 1954. O político foi Presidente do país, primeiro durante a década de 1930 e período subsequente ao golpe de Estado que o manteve no poder até 1945 e, depois, na década de 1950, como Presidente eleito.

“Getúlio” é uma coprodução entre a brasileira Copacabana e a portuguesa Midas Filmes, com participação dos atores portugueses Fernando Luís e José Raposo e do luso-brasileiro Thiago Justino.

A longa-metragem foi feita com apoio do Instituto do Cinema e Audiovisual (ICA) e da RTP, que já a exibiu por duas vezes este ano.