Os carros sem condutor, como os que a Google tem desenvolvido, foram criados para seguir escrupulosamente as regras de trânsito: respeitar os sinais de trânsito, não ultrapassar a velocidade máxima e parar sempre que haja um peão na passadeira. Mesmo as manobras mais arriscadas, como as que servem para evitar outros carros, são feitas com o menor perigo possível. No mês passado o carro da Google parou na presença de um peão, mas o condutor do carro que vinha atrás não levou o pé ao travão e só parou na traseira do carro sem condutor, conta o jornal espanhol El País.

“O verdadeiro problema é que o carro [sem condutor] é demasiado seguro”, explica Donald Norman, diretor do Laboratório de Desenho da Universidade da Califórnia (Estados Unidos), que estuda veículos autónomos. “Têm de aprender a ser mais agressivos com a devida medida e esta medida depende da cultura.”

Se todos os carros fossem conduzidos por estes computadores que cumprem todas as regras provavelmente teríamos menos acidentes e menos mortes nas estradas, mas não se espera que isso aconteça tão depressa. Uma solução parece ser um sistema híbrido em que o carro alerta o condutor para determinadas situações e em que às vezes até pode assumir o comando da situação.