O aspirante à nomeação do Partido Democrata para as eleições presidenciais de 2016 Martin O’Malley disse na sexta-feira que os Estados Unidos deveriam acolher 65.000 refugiados sírios.

“Apoio o apelo das organizações humanitárias e de refugiados para que os Estados Unidos recebam pelo menos 65.000 refugiados sírios no próximo ano. Se a Alemanha — um país com um quarto da nossa população — pode aceitar 800.000, é claro que nós — país de imigrantes e de refugiados podemos fazer mais”, indicou.

Em comunicado, o ex-governador do estado de Maryland afirmou que as políticas norte-americanas em matéria de refugiados “não estão na linha” de um povo “generoso e solidário” e pediu que se aumente a proposta de aceitar entre 5.000 e 8.000 refugiados no próximo ano.

“Com mais de quatro milhões de refugiados sírios a fugir da guerra e fome, estes são a segunda maior população de refugiados no mundo. A Europa está a dar-se conta disso, e nós não somos imunes às injustiças e às tragédias que têm lugar fora das nossas fronteiras”, afirmou.

A Alemanha e a Áustria permitem a entrada e passagem de centenas de refugiados, na sua maioria provenientes de países em conflito, que se dirigem através da Hungria até à fronteira austríaca, como medida excecional.

A decisão, acordada em coordenação com a chanceler alemã, Angela Merkel, foi tomada “pela situação de necessidade na fronteira húngara”.

O primeiro de uma centena de autocarros fretados pelo governo húngaro para conduzir milhares de migrantes à fronteira austríaca chegou esta madrugada ao posto fronteiriço de Hegyeshalom-Nickelsdorf, noticiou a agência oficial húngara MTI.

Este autocarro transportava cerca de 50 migrantes recolhidos numa autoestrada por onde seguiam a pé em direção à fronteira.

A Áustria espera a chegada de “800 a 3.000” refugiados nas próximas horas, disse a fonte, indicando que a polícia e a Cruz Vermelha estavam a tratar da logística para os receber.

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia, reunidos no Luxemburgo desde sexta-feira no tradicional encontro informal de ‘rentrée’, vão discutir hoje a crise migratória e de refugiados, que tem dividido os Estados-membros.

Na sexta-feira, o Alto-Comissário das Nações Unidas para os Refugiados, António Guterres, apelou à distribuição de pelo menos 200.000 refugiados (enquanto os planos de Bruxelas têm apontado para um número próximo dos 120.000), defendendo também que todos os Estados-membros devem ter a obrigação de participar neste programa.