O multimilionário egípcio do setor das telecomunicações, Naguib Sawiris, revelou querer comprar uma ilha no Mediterrâneo para ajudar na crise mundial de refugiados.

A ideia foi lançada pelo próprio na rede social Twitter. Sawiris explicou que se a Grécia ou a Itália autorizassem, compraria uma das suas ilhas para alojar os refugiados. O empresário egípcio, com uma fortuna avaliada em cerca de 2,7 mil milhões de euros, sugeriu que a ilha seria um “novo país” para os migrantes.

A ideia tornou-se rapidamente popular nas redes sociais e levou a France Presse a investigar a validade da proposta. Quando questionado pela agência noticiosa, Sawiris defendeu-a: “É claro que a ideia é exequível. Existem dezenas de ilhas desertas que poderiam alojar centenas ou milhares de refugiados.” Sawiris acredita que uma ilha italiana ou grega custaria entre 8 e 80 milhões de euros, mas pensa que o maior investimento seria ao nível da infraestrutura.

O milionário diz que teriam de se criar “campos temporários para alojar as pessoas, antes de as empregar na construção das suas próprias casas, universidades e hospitais” e acentua que “se as coisas começarem a melhorar, os que quiserem regressar [aos países de origem] são livres de o fazer.”

Contudo, alguns especialistas acreditam que as propostas recentes para criar uma “nação de refugiados” podem não funcionar. O professor Alexander Betts, diretor do Centro de Estudos sobre Refugiados da Universidade de Oxford, alerta para o facto do plano ser “utópico” e que “muitos [refugiados] não quereriam lá viver. Continuariam a preferir fazer a viagem para uma país já estabelecido como a Alemanha, onde poderão já ter amigos ou familiares.”

Ainda assim, a ideia de Sawiris continua a ser partilhada na Internet. A empresa do multimilionário, a Orascom TMT, é a maior empregadora do Egito.

https://twitter.com/OmarImranTweets/status/640154338791284736