As ligações fluviais da Transtejo vão ser hoje afetadas pela greve parcial dos trabalhadores, que se prolonga até terça-feira, admitiu a empresa Transportes de Lisboa.

“Por motivo de greve parcial, convocada por várias organizações sindicais representativas dos trabalhadores da Transtejo, não será possível garantir o serviço regular de transporte fluvial, nos dias 07 e 08 de setembro”, refere a empresa, em comunicado.

A Transtejo é a empresa responsável pelas ligações fluviais entre Cacilhas, Seixal, Montijo e Trafaria e Lisboa, estando integrada na Transportes de Lisboa, juntamento com o Metro, Carris e Soflusa. Os trabalhadores da Transtejo avançam com uma greve de três horas por turno a 07 e 08 de setembro, que afetam, em especial, as horas de ponta.

“Esta é a resposta às medidas prepotentes e arbitrárias da atual administração, que recusa negociar as condições de trabalho e procede a aumentos de salários de quadros superiores em valores que atingiram 2.500 euros por mês”, refere a FECTRANS – Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações em comunicado.

Em declarações à agência Lusa, José Manuel Oliveira, da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (FECTRANS), disse que até às 07h45 apenas se realizou-se uma carreira entre Cacilhas e Lisboa. “A adesão à greve é de quase 100%. Até ao momento só se verificou uma carreira para Lisboa que estava estabelecida como serviços mínimos. Não há mais carreiras”, acrescentou.

Uma fonte da Transtejo informou ainda que a ligação de Cacilhas-Cais do Sodré está a ser assegurada por um navio com capacidade até 476 pessoas. “Prevê-se que este cacilheiro opere até às 09h35, hora em que se prevê a retoma do serviço normal desta ligação fluvial”, adiantou a mesma fonte, salientando que as carreiras de serviços mínimos bem como a extra prevista em Cacilhas se cumpriram, na devida normalidade.

O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, que está esta manhã em Cacilhas junto dos trabalhadores da empresa, salientou que existe um forte sentimento de indignação em relação à forma como a empresa tem sido gerida. “A adesão é muito significativa. Neste momento há um sentimento generalizado de que esta luta é para continuar se a empresa não der a resposta adequada”, disse.

A federação acusa o Governo de estar a proceder à “destruição da organização e funcionamento das empresas Carris, Metro, Transtejo e Soflusa, para gerar a extinção de centenas de postos de trabalho e embaratecer a operação de privatização em curso”.