O primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, assegurou que o país não é uma fonte de incerteza na economia mundial e que se encontra numa “direção positiva”, com uma taxa de crescimento dentro do previsto.

No primeiro semestre do ano, o Produto Interno Bruto chinês subiu 7%, face a 2014 – o valor mais baixo desde 2009 -, exatamente dentro da meta fixada pelo Governo.

Li Keqiang assegurou ainda que a China não tenciona impulsionar as suas exportações por via da desvalorização da moeda chinesa, o yuan.

“A China não está disposta a uma guerra de divisas”, disse o chefe do Governo, frisando que o objetivo é que a moeda chinesa se mantenha estável e num nível equilibrado.

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Em agosto passado, a China reduziu o valor do yuan em relação ao dólar, após mais de um ano de contínua apreciação no mercado internacional de divisas. Li insistiu que a desvalorização, de cerca de 2%, foi “muito pequena”.

O primeiro-ministro chinês considerou ainda que a dívida do Governo central está num “nível relativamente baixo” – corresponde a 20% do PIB nacional – pelo que “preocupações com os riscos do endividamento são desnecessárias”.

Quanto à dívida dos governos locais, uma preocupação constante entre os investidores, garantiu que 70% da dívida são “investimentos com bom retorno”.

Nas últimas semanas, os mercados financeiros internacionais caíram abruptamente, após dados negativos sobre o comércio externo e o persistente abrandamento na segunda maior economia mundial.

“O Governo chinês é capaz de manter uma velocidade de crescimento económico média alta”, assegurou o responsável chinês.

Li Keqiang participou quarta-feira numa sessão de perguntas e respostas com cerca de 200 empresários e executivos, na abertura do Fórum Económico Mundial ‘Summer Davos’, em Dalian, importante cidade portuária no nordeste da China.