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68 fotos para não esquecer o terror

Este artigo tem mais de 5 anos

Há 14 anos, os Estados Unidos foram vítimas de um ataque terrorista que matou 3000 pessoas. Muitas outras viram a vida desmoronar-se perante os seus olhos. O mundo prometeu recordá-los para sempre.

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A 11 de setembro de 2001, 19 militantes do grupo extremista Al-Qaeda tomaram de assalto quatro aviões e perpetraram um dos ataques suicidas mais mortíferos da História. Dois dos aviões embateram nas torres gémeas do World Trade Center (Nova Iorque), um atingiu o edifício do Pentágono (Washington D.C.) e o quarto caiu na Pensilvânia. Morreram cerca de 3000 pessoas. Os Estados Unidos da América nunca mais foram (serão) os mesmos. E o mundo despertou (de vez) para o terrorismo islâmico.

Créditos: Informação recolhida do site 9/11 Memorial. Todas as horas são dadas de acordo com o fuso horário em vigor em Portugal. 

Os terroristas islâmicos eram naturais da Arábia Saudita e de outros países do mundo árabe, mas alguns deles já viviam nos Estados Unidos há cerca de um ano, de acordo com o Canal História. Todos eles estariam mandatos por Osama bin Laden, que na altura era um fugitivo da Al-Qaeda (e que acabou por ser encontrado e morto em 2011). Os motivos do ataque seriam o facto de os Estados Unidos apoiarem Israel na Guerra do Golfo Pérsico e terem uma presença militar muito vincada no Médio Oriente. Eram (e são) considerados pelos extremistas islâmicos como o inimigo nº. 1.

Mas apesar da tensão e dos alertas, os EUA — onde o patriotismo é muito forte — foram surpreendidos. Para muitos, acontecera o impossível: viram vidas pessoais e profissionais enterradas em 1,5 milhões de toneladas de pó.

Ao fim de 14 anos começam, agora, a surgir outros danos colaterais, com milhares de americanos a revelarem doenças provocadas pelos acontecimentos daquela manhã. O Congresso admite agora indemnizar e renovar os seguros de saúde de todos os voluntários, bombeiros e polícias envolvidos nas equipas de salvamento e socorro, noticia o New York Times.

No total, correram para o local  33 mil pessoas na esperança de recolher os corpos das vítimas mortais e acudir aos sobreviventes. Quase quatro mil deles desenvolveram cancros e outro tipo de doenças, consequência da exposição às toxinas.

Mas terá a ameaça terrorista terminado quando todos os fogos foram extinguidos, 99 dias depois do ataque de há 14 anos? Brian Fairchild, um oficial dos serviços de segurança nacional americanos, garante à US News que o país pode estar prestes a enfrentar um novo ataque vindo das fações mais severas da Al-Qaeda, do Estado Islâmico e dos talibãs.

Com 20 anos de experiência na área da proteção americana, Brian e muitos outros antigos trabalhados da CIA garantem que “neste momento, a Al-Qaeda, liderada por Zawahiri, precisa do grupo Khorasan ou outro grupo filiado para atacar os Estados Unidos de novo como no 11 de setembro para aumentar o seu estatuto e o da organização”. Com a Al-Qaeda, o Estado Islâmico e os talibãs a confrontarem-se pelo desejo de domínio, os Estados Unidos são a mira mais evidente para os antigos comandantes.

E essa ameaça tem estado sempre presente: o Instituto Americano dos Media interceptou um documento com 32 páginas no Paquistão, pertencente ao Estado Islâmico, relacionado com ações de recrutamento dos terroristas. De acordo com Gen. Michael Flynn, antigo diretor dos serviços secretos, o documento expressa a vontade do Estado Islâmico abrir guerra com a Índia, arrastando os Estados Unidos para o conflito.

Outra informação presente no documento relata o modo como os americanos tentaram manter boas relações com o Médio Oriente através do emir Mullah Muhammad Omar, líder dos talibãs afegãos. Os Estados Unidos ofereceram “riqueza, poder e boas relações com a irmandade global anti-messiânica” ao emir em troca de Osama bin Laden. Mas depois do 11 de setembro, assim que os Estados Unidos admitiram responder ao ataque aos símbolos nacionais americanos, Mullah Muhammad Omar disse: “A honra de um crente não pode permitir que entregue o seu irmão crente aos infiéis”.

Hoje o grande perigo está a velocidade da internet. “O Estado Islâmico tem um enorme alcance através da Internet e do seu ‘espaço negro’ (as profundezas não controladas da net) que permite ao grupo conduzir e planear operações”, disse Michael McCau, da segurança interna. Deste modo “é difícil, ou quase impossível, combater” a ameaça terrorista.

É isto que a CNN também realça: hoje a ameaça terrorista conta com as possibilidades da Internet. “No Ocidente, o terrorismo islâmico costuma ser mais inspirado do que organizado. A sua ameaça é mais fluida e imprevisível do que era” no 11 de setembro, com armas mais variadas”. Catorze anos depois, o batalhão do Estado Islâmico tem nas mãos “drones mais sofisticados, inteligência financeira e algoritmos para terabytes de dados”.

A comunicação terrorista é mais discreta agora. E mesmo que não permita ataques com a magnitude do 11 de setembro, os ataques podem tornar-se mais frequentes e gradualmente mais mortíferos, escreve o mesmo canal. É o caso do Charlie Hebdo, que embora com muito menos vítimas mortais, acabou por ter um enorme simbolismo.

Texto editado por Filomena Martins

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