O conservador britânico David Cameron disse este domingo que a eleição de Jeremy Corbyn como líder do partido trabalhista torna o partido “uma ameaça” à “segurança nacional” do Reino Unido.

“O partido trabalhista agora representa uma ameaça à nossa segurança nacional, à nossa segurança económica e das nossas famílias”, disse David Cameron na sua conta no Twitter.

O ministro da Defesa Michael Fallon tinha feito declarações semelhantes no sábado, logo após a vitória do Jeremy Corbyn, triunfalmente eleito como chefe trabalhista com 59,5% dos votos.

Na sua campanha de comunicação para desacreditar o novo líder do Partido Trabalhista, o partido conservador está a partilhar nas redes sociais a mensagem “Trabalhista agora representa um risco grave para a nossa segurança nacional.”

O anti-militarista Jeremy Corbyn, de 66 anos, defende o desmantelamento dos submarinos nucleares Trident britânicos, e opõe-se à operação atual da NATO, podendo complicar o projeto de David Cameron para encontrar um consenso no Parlamento para desencadear ações na Síria contra o grupo Estado Islâmico (EI).

“Eu não estou convencido de essas ações na Síria tragam outra coisa que não a morte de civis”, declarou o Jeremy Corbyn.

Durante a campanha das primárias, o lider trrabalhista também relevou a sua intenção de, se fosse eleito, pedir desculpas pela intervenção dos britânicos no Iraque.

Nos dias seguintes à eleição de Jeremy Corbyn, mais de 15.000 pessoas juntaram-se ao Partido Trabalhista britânico, segundo o secretário-geral do partido, Iain McNicol.

O número de membros de pleno direito agora está em 325 mil e “continua a aumentar”, disse Iain McNicol.

Jeremy Corbyn foi nomeado líder com 60% de apoio do eleitorado trabalhista, ou cerca de 550 mil apoiantes, enquanto o Partido Conservador do primeiro-ministro David Cameron teve cerca de 149.800 apoiantes.