Ser diferente dos outros tende muitas vezes a ser um problema, sobretudo em idades mais jovens. Mas há excepções: ser “demasiado” bonito, por exemplo, não só não traz problemas como garante melhores salários e um acesso mais fácil aos empréstimos bancários.

Quem o afirma é o economista e professor universitário Daniel S. Hammermesh, no seu livro “A beleza paga: Porque é que as pessoas atraentes são mais bem-sucedidas”. Segundo o economista americano, os trabalhadores mais atraentes podem ganhar até 17% mais que os que não nasceram com esse “dom”.

Mas esse não é o único “dom” que recolhe o reconhecimento dos outros. Ter uma capacidade acima da média na prática desportiva, por exemplo, também pode trazer reconhecimento. A razão, segundo Adolfo Guadamillas, secretário da Associação Espanhola de Indivíduos Superdotados e com Alta Capacidade, prende-se com o facto da capacidade desportiva se relacionar “com o esforço e a perseverança”. Ao contrário do “dom” da inteligência.

É que a inteligência em “excesso” pode mesmo levar a comportamentos como a descriminação, sobretudo entre jovens. A ideia é corroborada por Guadamillas, que refere que “os atributos intelectuais não são vistos da mesma forma [que os atributos físicos] pela sociedade”.

Se estes testemunhos não lhe chegam para acreditar que ser excepcionalmente atraente traz mais benefícios que problemas, então aqui tem mais um: um estudo de 2011, intitulado “O mercado laboral volta-se para os rostos atraentes”, concluiu que as pessoas atraentes recebem em média mais 36% de respostas, em comparação com as menos atraentes.

Mas, afinal, como é que se avalia a beleza de alguém? No mesmo estudo, é afirmado que um rosto é considerado mais atrativo quando a distância entre olhos e boca é de aproximadamente 36% do comprimento total da face, e quando a distância entre os olhos é cerca de 46% da largura total da cara. E até um site que já permite comparar as medidas dos rostos de cada um com as proporções ideias de beleza: basta colocar uma fotografia e rapidamente se obtém os resultados.

Há “dons” e “dons”, portanto: e nem todos são vistos da mesma maneira. E o “dom” da beleza pode mesmo fazer a diferença entre ter mais ou menos oportunidades profissionais.